14 outubro, 2006

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EU ESCREVI UM POEMA TRISTE


Mário Quintana



Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!



Mario Quintana - A Cor do Invisível


CORRENTEZA
Cau Alexandre

Rio...
Pelo caminho, ultrapassando descidas e pedras
Marcas indeléveis
Num curso que jamais estanca
Sempre... constante...
Como o sangue que corre nas veias
Até chegar ao revolto
Mar...
As marcas do percurso são lembranças
Que jamais são esquecidas
Nessa história de um encontro
Que leva a vida inteira pra acontecer
E se dissipa num instante...

Escrevo as lembranças
No meu barquinho de papel
Chamado história
Solto-o nas águas do Rio da serra
E espero-o entre as ondas do Mar...


2 comentários:

  1. Ei... to deixando beijos... caminhões dele... prá miorá. tá?

    Amocê

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  2. Anônimo4:17 PM

    Obrigado por Blog intiresny

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Olá! Feliz que você queira deixar um rastro nas águas desse Mar de Palavras®. Gosto de lê-los e saber como cada um sente ao ler o que aqui eu exponho a vocês.
Fiquem sempre à vontade... mas é bom lembrar:

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