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06 março, 2009

MULHER...

Cau Alexandre

Mulher
Verso Encarnado
Metáfora Viva
Sentimento
Amor

Mulher
Força Vital
Coragem Suprema
Cerne
Paixão

Mulher
Imortal & Finita
Indelével & Sazonal
Inabalável & Frágil

Mulher


"Quando eu disser a você que sou muitas, não duvide. Sua única certeza será que sou eu mesma em todas elas."
(Máscaras que se olham - José Saramago)

Onde Achei...
Imagem:
Google
Som:
Lonely Girl

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Lenine -
Todas Elas Juntas Num Só Ser

08 julho, 2007

Amor Maduro...

“Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...”

(Mário Quintana, in Bilhete)


AMOR MADURO

Artur da Távola
O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas silencioso. Não é menor em extensão. É mais definido colorido e poetizado. Não carece de demonstrações: Presenteia com a verdade do sentimento.

Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as usências significantes.

O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo. Mas vive dos problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem, o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro. Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro do outro - está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver,
o equilíbrio de carne e de espírito.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois, vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.

Ele não pede, tem.
Não reivindica, consegue.
Não percebe, recebe.
Não exige, oferece.
Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão, basta-se com o todo do pouco. Não precisa e nem quer nada do muito. Está relacionado com a vida e por isso mesmo é incompleto, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso. É feito de compreensão, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. É o sol de outono: nítido, mas doce.

Luminoso, sem ofuscar.
Suave, mas definido.
Discreto, mas certo.

*do livro: DO AMOR, Ensaio de Enigma

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Orlando Moraes -
Lado a lado

15 junho, 2007

amor, amado, aMAR

Nada lhe posso dar que já não existam em você mesmo.
Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens,
além daquele que há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade,
o impulso, a chave.
Eu o ajudarei a tornar visível
o seu próprio mundo, e isso é tudo.

(Hermann Hesse)

Acho que esse pensamento do Herman Hesse fala bem do que fazemos aqui nos blogs. Expomos o nosso pensamento em forma de textos (nossos ou de outros) e deixamos impresso o nosso estado de alma a cada dia.

Assim falamos de nós, de nossos amores, conquistas, perdas, raivas, vitórias e derrotas. Fazemos novos conhecidos, amigos pra uma vida inteira e grandes descobertas... entre elas que o mundo é bem menor e bem mais parecido em qualquer parte do planeta.

E falando assim em sentimentos, quero falar do presente que a Erika me deu (abrindo um parêntese... Eu adoro presentes... e nessa época pré-aniversário, eu fico ainda mais feliz com essas pequenas lembranças e esses pequenos gestos daqueles que eu amo... fechando o parêntese). Fui indica da no Oncotô? (Blog da Erika) como um 'Blog que fala de amor'.

Também ganhei 'miminhos' de uma 'portuguinha' que eu tenho aprendido a querer muito bem e respeitar muito a escrita. (eu sei que ela, como outra portuguinha moradora de um girassol, não fica muito feliz quando eu a trato assim... mas é que eu sou 'espaçosa' mesmo... risosssss). Fui indicada pela AnaBela (Chipichipi) com o selo 'Cupido Fonte de Amor', que está ali na barra do ladinho.

E é a mais pura verdade quando entendemos que o amor impregna toda a nossa fala, nosso discurso... nossa vida. Seja ele no excesso ou na falta. E é disso que tratamos dia-a-dia, do amor... de sermos essa fonte inesgotável de amor por nós mesmos e por aqueles nos rodeiam.

* Obrigada, minha doce amiga, Erika. Amiga de longas datas, que por vezes foi minha única leitora fiel e assídua. Amo-te...

* Obrigada AnaBela (cujo nome é um dos mais belos desta terra, pois é a junção dos nomes da minha filha). Amiga recente, mas por quem já nutro um carinho e um doce respeito pelo sentimento que impregna em cada letra, em cada texto.

Agora a parte boa... indicar 10 outros blogs...
É uma pena que só sejam 10, e dei-me ao direito de indicar alguns já indicados por outros, mas na justificativa vocês perceberão a minha pessoal escolha. Minha lista de favoritos tem mais de um quilômetro, e todos falam de amor, desse amor além do romântico, além do lugar comum. Caso tenham dúvidas, dêem uma olhadinha na pequena amostra que guardo na barra da direita sob o título 'Quebra-Mar'.


Oncotô? - Erika... Fala do amor de viver, de ser, de ter, de perder... o amor que é a vida
Deserto de Ilusões - Dri... o amor da vida, da pele, do sentimento, da ponta da língua... de amores intensos.
Um mundo novo aos corações corajosos - Raimundo Neto...Um arquiteto de palavras que dá forma a imagens tão fortes e doces quanto o coração pode sonhar. É um amor visceral de tudo e em tudo.
Ácido Poético - Bruno... Fala do amor desta vida. Temas ácidos que queimam a pele e os olhos, amor intenso em todas as nuanças.
Falso Poeta - José... O amor picante, sem máscara, escancarado que não toca só o corpo, mas ama a alma.
Realidade Torta - Bill... Do amor às letras e da sua transmutação em doces e belos textos. Do amor à Literatura e de todo sentimento perceptível na leitura.
Mercúrio e Luxúria - Guto... Um amor forte e denso. Por vezes me chocava com a imagem crua que ele pinta desse amor carnal-sublime... Um amor humano.
whatever-chipichipi - AnaBela... Sentimento à flor da pele... amor em gotas, em cada palavra.
Mude - Edson... Poeta de amor e de vida. Amor acima de tudo, mas amor de homem.
O Alquimista - Uma mistura de mistério e sentimento. A aura da magia falando de amores presentes, passados e nos olhos futuros.
Anja de Asa Quebrada - Minha 'Inha'... Mulher de fibra feita de amor. Novata na blogsfera, doutorada em sentimento.
Girassol - Aninha... A vida em todas as nuanças, descritas por essa menina de alma alva e sentimento de mulher.
Coisas que ninguém deveria ler - Alex... Dono de uma 'pena' firme. Ganhou minha admiração falando de 'todo amor que há nessa vida', sem medos nem subterfúgios.
'
...Porque às vezes tudo é breve - Do-heart... Precisa dizer mais alguma coisa? Quase um tratado ao sentir, sentido, pungente amor...
Sexto Sentido Literal - Jeff... Amor à literatura, à sua amada, à sua arte, ao ser poeta. Amor em prosa e verso.
Minhas amenidades - Marcelo... Amor de menino inquieto, coração cheio de sonhos, amadas e sentimentos... Um homem com olhares de criança.
A fonte que nunca seca - Marco... Sensibilidade em palavras. Doce fonte inesgotável de um amor perene como um rio.

...Então... foram mais de 10, né? Fazer o quê?! Amor é assim mesmo, transbordante, não se apega às convenções. risos


A orientação é que os indicados façam o mesmo com mais 10 outros blogs. Os que já o fizeram não precisam repetir (Deus é pai... risos)... Mas quer saber? Isso me deu prazer imenso... sendo assim, indicando ou não, quem está feliz em indicá-los sou EU.





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Renato Russo -
Strani Amore

12 maio, 2007

Mãe.

Deus não pode estar
em todos os lugares
e por isso fez as mães.
(ditado Judaico)
Amamos as nossas mães
quase sem o saber
e só nos damos conta
da profundidade das raízes desse amor
no momento
da derradeira separação.
(Guy Maupassant)




O que já não foi dito sobre mães?
Todo filho o diz no olhar
No gesto
No carinho
No beijo...
Eu nada acrescentaria.


Hoje, só agradeço a Deus
Pelas duas razões que tenho
E pelas quais posso comemorar
Não só hoje
Mas todos os dias da minha vida.


Meus tesouros...
Minha mãe e meus filhos...
Quem poderia querer mais?


=)


BEM MAIOR...
Roupa Nova


Bem maior do que os mares mais profundos
Bem maior do que os campos que eu vi
Bem maior que o teatro das estrelas
É meu amor por ti
Com a força infinita das rochas
Tem mais luz que o sol põe no rubi
Muito mais do que o verde das matas
É meu amor por ti
Assim como no inverno
E o sol quente no verão
Eu vou ser a primavera
Do teu coração
Foi assim que escrevemos nossa história
É o livro mais lindo que eu li
Uma flor azul que me traga na memória
O meu amor por ti
O meu amor por ti


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Roupa nova - Bem maior

24 abril, 2007

Medos

"Podemos facilmente perdoar
uma criança que tem medo do escuro;
a real tragédia da vida
é quando os homens têm medo da luz"
Platão

Quem não tem medo?
Eu tenho...
Tenho medo de agulhas, lugares fechados, de coisas novas e de rotina. Tenho medo de perder o controle, de ser controlada e de controlar demais. Tenho medo de me apaixonar e ficar cega, medo de deixar o meu lado racional tomar conta de mim e ainda tenho medo de não me apaixonar.
Há dentro de mim um certo medo de ficar só, mas também temo multidões.
Tenho medo de gente louca demais, medo de gente santa demais, medo dos mornos que não sabem o que querem, medo daqueles que esquentam por qualquer coisa, medo dos frios que deixaram a chama da vida esquecida e apagada em alguma esquina do esquecimento.
Tenho medo dos donos da verdade e dos que não tem verdade nenhuma. Tenho, sim. medo dos que forçam a própria opinião àqueles que não cultivam o hábito de opinar. Desses últimos também tenho medo.
Tenho medo de gente. Tenho medo do completo vazio da solidão.
Tenho medo de me perder pelos caminhos que desconheço, de não traçar caminhos novos e medo de fechar velhas estradas seguras e conhecidas
Tenho medo SIM,
Medo de tentar e não dar certo e medo de não tentar
Tenho medo de falar demais e medo de deixar de dizer o que sinto. Medo do barulho ensurdecedor que não me deixe ouvir a minha própria voz inteior. Também tenho medo do silêncio tumular que de tão hermético não permita palavra alguma.
Assim, tenho muitos medos...
Já tive medo de tentar... e me arrependi amargamente. Hoje mesmo que as pernas tremam e pareça algo muito estapafúrdio... eu tento assim mesmo. Na profissão, no dia-a-dia, no parque de diversão, no amor... Ah! no amor então, o que seria de mim se eu não tentasse mesmo quando parece uma completa loucura?
O que forja o seu ser é justamente o que você faz com seus medos.
Até onde seus medos o impedem... até onde os seus medos o impulsionam?
Eu não deixo de pular, gritar, brincar, sorrir por medo do ridículo
Eu não corro do novo... abro bem os olhos e meto as caras. Uma hora me acostumo com ele. Eu não fujo da rotina, posso inventar algo novo no meio de tudo que já conheço.
Não deixo de sair, ver gente nova, gente velha, GENTE, por medo de atravessar pontes, andar de elevadores ou saltar de pára-quedas
De forma alguma deixo de ter novos amigos. Aprende-se a gostar de todos sem perder a própria essência.
Sim... eu não deixo de me apaixonar, mesmo que sofrer seja parte do caminho. Meu medo me mostra o que poderá ser. Mas eu vou.
Não guardo o que sinto pra mim, porque eu sinto pelo mundo inteiro. E me sinto viva assim. Medos temos todos nós...
Os medos nos fazem prudentes, pensantes, reflexivos, cuidadosos...
Mas se não superamos o que tememos aonde chegaremos?
Medo? Tenho sim... mesmo assim, sigo em frente.

por Cau Alexandre



E você? *** E você? *** E você? *** E você?


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Train -
New Sensation

23 abril, 2007

Minha primavera...



"Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera
para que continues me olhando."

Pablo Neruda




PRECISA DIZER MAIS?

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Alicia Keys - If I Ain't Got You

20 abril, 2007

Das nossas sagradas máscaras...

"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades
teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando"
Charles Chaplin


É assunto reincidente em mim o raio dessas máscaras que nos obrigam a ostentar.

Sou, sim, rebelde de natureza, irônica de alma, e mesmo assim sei das minhas multifaces mascaradas que tenho que usar. Quem não as tem? Quem diz não as ter é um pobre diabo que engana a si mesmo.

Nem falo das muitas que sou (ou dos muitos que somos nos nossos próprios universos), mas justamente das que não sou, mas que tenho que representar ser em nome da boa política da convivência; da conveniência amorosa; da amizade singela (e aqui não é no bom sentido); do 'bom tom' (deve ser por isso que sempre prefiro o desafinado de Vinícius e Tom).

Penso sempre nessa nossa capacidade de, além de ser todos os que somos, ser ainda ao que não somos. Por que essa hipócrita face nos teima em grudar no rosto? Porque é conveniente a quem nos olha.

A maioria das faces que não nos pertencem, mas que mesmo assim usamos, são nos impostas por terceiros. Eles gostam de nos ver assim. Eles preferem nos ver do modo deles.

Até aí, vá lá... os olhos da alma só são turvos e burros se os queremos assim. Mas impor a mim esse seu olhar e querer que eu dance, represente e sapateie no palco que outro palhaço montou, já é um pouco demais.

Mas o pior é que, no fim, nós nos esforçamos para cumprir este lastimoso papel. Por quê? Simples... é, por vezes, um reflexo mais glamouroso daquilo que somos (não que sejamos medíocres. Jamais! Pois você é o que você quer ser. Se você é medíocre a um, é ídolo a outro e a si mesmo é a sua construção, seu ideal - mesmo que você diga que não, que poderia ser melhor. Você não o é porque não quer). Mas o que temos de nós refletidos nos olhos dos outros é sempre mais bonito, mais colorido, mais 'real'. É como o doce exposto na vitrine da padaria. Tão lindo e brilhante. Parece tão macio, tão adoravelmente delicioso que você não resiste. E nem sempre o gosto é diferente, mas algumas vezes, de perto... bem perto... na boca, só tem gosto de ovo cru. Cheira igual a ovo cru. E te dá náuseas.

Há uma cena no filme 'Closer' que eu realmente acho fantástica. Certamente a melhor de todo o filme, na minha humilde opinião.

Estão lá, Alice/Natalie Portman num modelito sensualíssimo (que por algumas vezes é deixada de lado - sem que o público masculino tenha o prazer de saborear o close fatal – e é este antagonismo que me agrada no filme) e numa performance que oscila entre a sensualidade escancara e a infantilidade extrema, e Larry/Clive Owen, babando, com cara de maluco-tarado-faminto-de-carne, sem poder tocar-lhe. O diálogo é escandalosamente maravilhoso. Cru, recheados de ‘mentiras/verdades’ que traduzem todo o filme.

É a cena realmente mais explícita do filme... cada personagem em cena retira e põe sua máscara. O ambiente, completamente desmascarado exala o ‘mote’ central do filme – sexo. Não o banalizado, mas todos aqueles sentimentos, ponderações, sensações, taras e afins que guardamos a sete chaves dentro de nós mesmos para que não sejam deslumbrados pelos olhos dos outros. Luxúrias, desejos e vergonhas (mais um antagonismo – Alice/Portman, a stripper, é a que fala menos em sexo e a mais verdadeira em sentimentos, embora seja a única que está ‘escondida’ até o final do filme).

Há uma visão ‘superior’, no sentido literal da palavra, mostra os personagens de cima pra baixo, do mesmo modo que tratamos o sentido sexual da coisa em nós - do cérebro pro sexo (Você pode dizer que não, mas é na sua cabeça que tudo se inicia – e nem fui eu quem disse).

Eles ficam nus, sem tirar uma peça de roupa. Aliás, quando a ‘Alice’ está ‘vestida’ é exatamente quando ela está mais nua.

Mas o ponto é. Ela se despe, finalmente, da máscara quando o 'Larry' lhe pergunta seu nome. Ela o diz, o verdadeiro, e ele simplesmente não acredita. Ela, que não agüentara a máscara que criara pra si e a imposta pelos outros, despiu-se, passou a mostrar-se como era e simplesmente teve a verdade não só ignorada, mas totalmente desacreditada. Pelo quê? Pela conveniência de quem a via. Seu interlocutor não acreditou no que estava diante dos seus olhos. Mas quem gostaria de ser assim? - Pensam. Quem não gostaria de fazer parte desse nosso mundinho pseudo-perfeito, onde cada um cumpre seu medíocre papel: A que vejo ‘santa’ é santa. O que vejo bom moço, bom moço o é. A puta, o garanhão. Cada um o é sob meus olhos no momento que os vejo, e ponto. Quem se atreveria a ter o rosto de anjo e o corpo de demônio? Mas quem disse que vivemos de maniqueísmo? Jamais? Nossas hipocrisias. Nossas idealizações impostas a quem nos interpela dizendo que a vida é mais complexa que ser um só a todo momento. E chamamos isso de social, de aceitável.

E a mudança, e o direito de carregar em si as duas sementes e de se valer da escolha para aquilo que se quer? Há conseqüências em toda a escolha. Mas, ainda assim, há a escolha. As máscaras que nos são impostas nos tiram até o nosso direito de escolha.

Já não me assusto com as máscaras que usamos, a gosto ou contra-gosto. Assusto-me com as máscaras que tememos retirar só pra sermos agradáveis aos que nos rodeiam. E o pior... quando mais próximos estão de nós, mais nos apegamos as tais máscaras. Medo de quem amamos, queremos, desejamos descubra quem somos de verdade? Quando tentamos retirá-las dói mais que o esperado...

Como é fácil fazer tal qual a “Alice” e despirmo-nos diante de um quase estranho que não tem nenhum tipo de expectativa sobre nós, que não tem um visão futura sobre o que quer de nós. Como é fácil sermos quem somos pra quem não sentimos nada, pra quem significa quase nada pra nós.

Pena precisarmos de máscaras para agradar os que amamos...
Assusto-me em pensar que logo cansamos dessas máscaras impostas. Que cansamos de atuar num papel que não escolhemos e, então, quando enfim decidirmos só ser o que somos, já não acreditem mais nisso. E aí, já ao vai importar o seu nome, porque só te chamarão pelo pseudônimo por eles inventado. Pena.

Quem sabe um dia, quando não precisemos de tantas máscaras, eles possam ver o real brilho que trazemos nos olhos. E aí sim, poderemos nos ver de perto... bem de perto, sem medos.

por Cau Alexandre


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Justin Timberlake -
What goes around

18 abril, 2007

Eus e meus ais...


E hoje, todas EUS estão cansadas...

19 março, 2007

Ironicamente séria...

"Nem todas as verdades são para todos os ouvidos"
Humberto Eco

"As verdades podem ser nuas - mas as mentiras precisam de estar vestidas "
Textos judaicos

A ironia do meu ser


Se eu sou irônica? Sim eu sou.

O quanto? Para cada poro meu, para cada fio de cabelo, para cada pensamento que me perpassa... aí reside minha ironia.

Sim, eu sou irônica, pois é na ironia que reside a graça da vida. Criticidade aguçada, língua afiada, olhos atentos e liberdade de se dizer o que se pensa.

Isso dói? Espero que doa.. (risos). Mas não é bem assim. Dói aqui em mim, quando vejo e sinto que algo não encaixa, não se enquadra, ou deveria ser, ou não... aí.. ironia.
Gosto do humor latente do 'ser irônico', embora seja tão doce como o gosto do sangue na ponta da faca. Picadas... Alfinetadas.

O único grande problema é que pra entender a ironia tem-se que ser igualmente irônico ou ao menos inteligente o suficiente.
É, eu sei que dói. Mas a dureza da objetividade fria é maior, e essa incomoda mais.

A ironia que reside no meu ser é fruto da tentativa de rir de mim mesma. Desacreditar no que meus olhos vêem, no que meus ouvidos ouvem, ou ainda, nos caminhos que meus pensamentos vão.

Disseram-me “dura”. Sim, devo ser. E é pela ironia que me amoleço. Pois ao invés de cuspir impropérios, dou-lhe um tapa com luva de pelica. Leve, sutil... suave como vento que lhe toca mansamente a face e lhe arranca pedaços dos lábios.

Gosto de rir muito mais de mim mesma. Pôr-me no lugar de tantos que passam por mim e rir. Rir em ver-me em situações tenebrosas, escandalosamente nefastas em que as pessoas se põe.

Humor irônico beirando o cínico? Não iria tão longe, embora que para se ser realmente livre no pensar – o que reafirmaria o irônico da vida - não se escapa de uma boa dose de cinismo.

Daí advém-me questões como:

Por que um ser, dito inteligente, se põe a ocupar o papel de palhaço num picadeiro de um circo já por todos conhecido? Desejo de brilhar em algum tipo de céu, nem que seja de lona?

Por que na vida, tão dura e fria, se perde tanto tempo ocupando-se do que o outro achou que deveria ter pensado em dizer? Desejo interno de adentrar no pensamento daquele que jamais entenderá os próprios desejos imensuravelmente escondidos até de si mesmo? (Essa nem Freud explica)

Por que alguns ditos seres humanos acham tão interessante brincar com o sentimento daqueles que lhe estendem as mãos? Falta de brinquedos realistas durante a infância?

Não me resta nada se não a ironia, para olhar fundo nos olhos das pessoas e dizer: “C'est la vie. Cada um só dá o que tem”. E rir.

Questiono-me por que é tão mais fácil jogar-se ao engano da vida do que pensar um pouco, um instante... uma fração de segundo antes da queda. Por que é tão mais fácil lamentar um erro cometido em sã consciência, do que admitir que se pôs em posições desfavoráveis por vontade própria e aí não há o que lamentar?

Não me resta nada além da ironia pra expressar: “Quem pariu Mateus que o balance”.

Cada um traça seu caminho. Cada um entrega seu coração a quem deseja. Mas por favor, senhoras e senhores, evitem fazer da vida um palco de seus dramas públicos. Olhem-na nos olhos e digam: Erro porque quero. Padeço se merecer. Mas EU vivo! E vivo como escolhi.

É muito mais honesto consigo mesmo e com a própria vida. Prefiro isso a ver lágrimas pungentes de um crocodilo qualquer que se fez presa dos lobos maus e lobas devoradoras, que multiplicamse nessas nossas florestas cotidianas, achando que era melhor “ser visto (a), ser ouvido (a) e ser comido (a)” e depois ficam lamentando a sorte.

E àqueles que levam a vida a receber tais ‘iguarias’, e disso fazem suas melhores lembranças lembro: Brio há até entre ladrões, mesmo os de coração. Porque há de se ter caráter até pra ser filho da puta.

Quanto a mim, resta-me a ironia que repete em meio a um sorriso torto: Bem que eu te disse... eu te disse... eu te disse.

por Cau Alexandre

E um último segredo gritante:


Não gostou do que leu???


FODA-SE!!!


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Caetano Veloso -
Não enche

06 março, 2007

Lida em verso e prosa...

O MEU OLHAR

Alberto Caeiro



O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...


Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...


O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...


Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

J.

Obrigada por me ver e ler em versos. Senti-me quase traduzida. Só alguém com tamanha sensibilidade como você conseguiria me achar em tão sublimes linhas (embora eu pense demais e questione mais ainda, entendi o recado... risos). Eu é que me sinto honrada por ter alguém como você por perto.

Beijo.

23 fevereiro, 2007

Beijo...



FOI UM BEIJO...


Martha Medeiros


foi um beijo onde não importava a boca
só tuas mãos quentes me apertando pelas costas
nada estava acontecendo na minha frente
e a ansiedade que havia não era pouca
teus dedos perguntavam pra minha blusa
se meu corpo acolheria um delinqüente
descoladas as línguas um instante
minha resposta saiu um tanto rouca


De todos os lugares do corpo que o beijo visita, geralmente o mais cantado ainda é a boca, talvez porque a carne enfim nela aflore como em si mesma, vermelha, redonda, desejável, e que ela se abra nesse ponto, como um fruto, ao meio” (Cahen, 1998).

19 outubro, 2006

... Pois essa tempestade um dia vai acabar

Post antigo...
Sentimento presente...

"Os paraísos perdidos estão somente em nós mesmos"
Marcel Proust


Quando A Chuva Passar

by: Ramon Cruz
voz: Ivete Sangalo
Pra que falar
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distancia ajuda
E essa tempestade um dia vai acabar

Só quero te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos
A gente só queria amar e amar
e hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar


Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja eu sou o sol
Eu sou céu e o mar
Eu sou seu e fim
E meu amor é imensidão



Só quero te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos

A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar


Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja eu sou o sol
Eu sou céu e o mar
Eu sou seu e fim
E meu amor é imensidão


Para ouvir:
Quando a chuva passar - Ivete Sangalo

16 maio, 2006

Carpe Diem...

As virgens que fazem muito caso do tempo

Apanha os botões de rosa enquanto podes
O tempo voa
E esta flor que hoje sorri
Amanhã estará morta

Thoreau


Livres...



Mesmo quando nos dizem livres, prontas a fazer qualquer serviço - mesmo os dito 'masculinos' - ainda nos prende a sociedade. Preceitos sociais com os quais vivemos a vida toda. Morais, estéticos, religiosos, grilhões, prisões... Tão fortes que não convencem só aos outros, mas convencem a nós mesmas que "Não podemos", "não somos capazes", "Não é pra mulher".


Não é a 'conformidade' parte do preceito que só os que seguem as regras podem conseguir se dar bem nessa sociedade? Não é a mesma conformidade que sufoca a verdade nos momentos de transição? Não foi a grande e total 'conformidade' que tornou o mundo um lugar medíocre em que as mentes devem sempre pensar iguais? E que tornou errado o grande desejo de mudança?


Não sei... Hoje acordei com antigas inquietações, vontade de 'subir na mesa' e ver as coisas de um ângulo diferente. Quebrar algumas das fortes correntes que me fazem submissa, subserviente e obediente a esse conformismo que me engoda e faz de mim "cidadã-mãe-esposa-profissional-cumpridora-do-seu-papel-e-de-suas-responsabilidades".


Quero ao menos o direito de ver as coisas por meu "olhos" e ter esperança...


Posso sonhar...
Posso esperar...
Posso viver...


E se pra isso se paga um preço... nada melhor que seja pago com a honra dos sonhadores e visionários!



"Eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".

H. D. Thoreau
Cauzzinh@...

11 maio, 2006

Movimento...

"Eu te recebo de pés descalços:
esta é minha humildade e esta nudez de pés
é a minha ousadia."

Clarice Lispector
Ser ou não ser feminina é uma questão de movimento. Principalmente de pernas. São elas que sustentam tamanha sensualidade.

Não importam quão finas elas pareçam. Olhe atentamente como podem descrever voltas enquanto andam. E quando param assim de lado. E quando sentam cruzadas. e se deitam dobradas. Mas é no movimento delas que a mulher mostra se é exagerada, sexy ou totalmente unissex.

Para as pernas longas, meio caminho já está percorrido. E, mesmo sem esse privilégio, não há nada que um andar natural e seguro não possa alcançar. Concentre-se em pisar macio, apoiando prmeiro os calcanhares e depois a ponta dos pés no chão.

Depois relaxe (porque ninguém é de ferro), mas desde que tudo continue no lugar: as costas retas no encosto da cadeira e os pés apoiados no chão. Que é o lugar onde os pés devem ficar, e não na nuvens. (Será que não??? Isso depende da ocasião e da íntima companhia).

Mas cuidado para não tropeças. Pernas e pés dão passos falsos quando pisam duro e largo, chutando para a frente e fazendo seu andar parecer desajeitado. Do mesmo jeito, a maneira como se senta é reveladora. Jogar-se na cadeira, nem pensar.

Quanto às pernas, diga onde andam que lhe dirão quem você é: cruzadas atrás, mostram atitude defensiva; à frente esticadas, são um convite à aproximação; escandalosas e abertas, ficam vulgares (???). Por isso não descuide delas.

Saltos agudos e sapatos bico fino são tipo de tortura dispensável. Para remediar, só mesmo muito carinho: massagens com cremes hidratantes, água morna para relaxar e pés para cima enquanto dorme. Nas nuvens, de preferência.
(*Adriana Teixeira)


Mulher bonita é aquela que se gosta e ponto final!!!


Ou, se você preferir seguir um conselho, tome nota:


Sinta-se bonita, goste de si mesma e de cada parte do seu corpo (e tudo bem se você gostar mais de uma que de outra).


Seja Bela!!!


Beijo da

Cauzzinh@...

09 maio, 2006

Curvas...

"As palavras me antecedem e ultrapassam,
elas me tentam e me modificam, e se não tomo cuidado
será tarde demais: as coisas serão ditas sem eu as ter dito."

Clarice Lispector


E Deus criou as curvas, e embora a moda tente ditar o contrário, elas sempre foram sinônimo de um corpo feminino.

Cintura mais fina. Barriga arredondada. quadris e bumbum mais largos. Essa variação de curvas e saliências não é mera obra do acaso. O corpo feminino vem prontinho assim para acolher e gerar. Seduzir é mera conseqüência. Ou será o contrário?

Na dúvida, valorize a sinuosidade. Cada curva no seu lugar. Todas ao redor do objeto da sua conquista.

A curva da cintura você marca com as roupas certas - aquelas que não comprometem a proporção nem ferem seu estilo.

A do quadril, segundo os egípcios, deve ser modelada com o balanço, que garante a fertilidade. Tudo bem que a tradição tenha passado, mas a ginga continua.

E para as curvas da barriga dê atenção especial, pois sua força vital fica bem concentrada ali: uma redonda bola amarela de energia sendo distribuída para todo o corpo. Os indianos sabem disso, portanto massageam seus bebês desde cedo no ventre. Quanto a você, nunca é tarde para começar. Mas se a natureza deu curvas generosas a seu corpo, não seja ingrata com ele. Se o maltratar comendo errado e fugindo dos exercícios, a vingança não vai falhar: o que era contorno virou opulência. A tecnologia até ajuda nessa hora - cremes anticelulites, géis redutores, aparelhos de gisnástica. Mas o que vale mais é a precaução e o sábio conselho da sua avó sobre excessos açucarados: "um minuto na boca, a vida inteira nos quadris".

E se por um acaso aquelas curvinhas já se foram, por que não correr atrás? Sem sofrimento, mas lembrando que o que mais torna você sensual é a sua atitude diante da vida. Não desista!

*Adriana Teixeira


Beijos da

Cauzzinh@...

06 maio, 2006

Segredos...

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência
e sim de sentir, de entrar em contato.
Ou toca, ou não toca."

Clarice Lispector




Dizem que o coração de uma mulher é um oceano de segredos e que seus braços, mãos peito e costas vão revelá-los um a um.


Os mesmos ombros que podem suportar o mundo curvam-se quando o corpo está envergonhado. Sem notar, você confessa seu estado de espírito com o simples movimento deles. Emoções bem mais explícitas ficam claras na linha do peito, que se inclina e oferece, fica tenso ou se cala. Acolher ou reprimir, eis a questão.

Mas e os braços, que crescem desajeitados ao longo do corpo e não têm onde terminar? O melhor caminho continua sendo os braços de outro alguém.

E, ao menor sinal de perigo, ofereça as mãos como sinônimo de paz. Mas nada daquele aperto frouxo de donzela. Feminilidade está é na maciez da pele e na delicadeza das unhas bem-feitas. O resto é encenação. Como fazem as dançarinas ventre, que para seduzir não escancaram o peito ou desnudam as costas, mas sabem como usar braços e mãos. Siga os truques delas para as horas especiais: brinque com os ombros, nunca estique totalmente os cotovelos e com as mãos faça círculos no ar, como um convite ao envolvimento.

Para todas as horas concentre-se na sua postura e deixe-se guiar pelo coração. Isso mesmo: imagine uma força bem na altura do peito puxando você para frente e, ao mesmo tempo, uma linha imaginária saindo do alto da cabeça e mantendo-a no lugar.

Uma boa postura traduz o equilíbrio entre a razão e emoção, coração e cérebro.

(*Adriana Teixeira)



Cauzzinh@...

04 maio, 2006

Expressão...

"Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer.
De algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada nem a ninguém.
Quem sabe se comecei a escrever tão cedo na vida porque,
escrevendo, pelo menos eu pertencia um pouco a mim mesma. "

Clarice Lispector

O que você tem a mostrar e a esconder está no rosto. Ele é a sua expressão.

CABELOS são sua moldura. Ou o disfarce pefeito. Curto é despojado, comprido é provocante. Preso pode ser casual ou puro charme. Mas bonito mesmo é aquele cabelo que pede para ser tocado. E não acredite em quem disser que não precisa ter trabalho para isso. Sem falar na vontade de chorar quando os fios se rebelam e perdem a forma. Crise de identidade? Renda-se ao universo de acessórios: fivelas, gel, mousse, fluidos de silicone. Quebre a rotina e experimente despertar a curiosidade alheia. Os cabelos são um convite permanente à mudança. Atreva-se. É bem mais gostoso ser bonita assim!


São os OLHOS que dizem o que você é e no que você acrdita. Se for uma verdade tão clara quanto estar apaixonada, eles vão brilhar por si. Mas, se precisar deixá-los ainda mais evidentes, não tenha pudor em usar artifícios. Rímel e delineador para marcar o contorno, degradê de sombras se quiser mais luz, e sombrancelhas arqueadas, que deixam o olhar vibrante. Mas, para valorizar o mistério, o movimento deve ser sutil: primeiro direcione a cabeça, segundos depois leve as pupilas ao alvo. Arriscar o olho no olho, esperar a mensagem ser correspondida e deixar a história começar...


LÁBIOS que devem escolher as palavras certas. Nunca de mais, nunca de menos. E, se eles são o centro das atenções, valorize-os. Nunca de masi, nunca de menos. Gloss e vinho-opaco se ainda for cedo. Vermelho-tomate ou cereja se já for a hora. E se seus lábios nervosos, apertados e borrados já a tiverem traído? Aposte na simplicidade, que nunca falha: fale baixo e sorria.


Pele, cabelo, olhos. Palavras, rugas, voz. A beleza está nesse conjunto.

(* Adriana Teixeira)

Uma música: Menina



Cauzzinh@...

02 maio, 2006

Sensualidade...

"Não se preocupe em entender.
Viver ultrapassa todo entendimento.
Renda-se, como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Eu sou uma pergunta."
Clarice Lispector

Não que vivamos na ditadura masculina ainda, mas a opinião do sexo oposto faz, ainda, uma diferença grande para nós.

No fim das contas já está mais que provado que nos vestimos, maquiamos, mudamos o visual para que as outras mulheres vejam... sim senhoras!!!

Mas é a opinião deles, os homens, que nos faz felizes, ou que nos destroem (até porque nós nunca confiamos na opinião de outra mulher sobre nossa aparência... rs).

Eu, particularmente acho que não devíamos estar tão atreladas as opiniões de terceiros, mas eu também adoro um elogio, sou mulher ora bola!.. rssss

Mas na questão da sensualidade, paramos e pensamos... "O que é ser sensual? Como ser sensual? Onde reside realmente essa tal sensualidade?"

Pergunta aum homem o que é preciso para ser sensual e você vai ouvir dez respostas diferentes,
pois cada mulher tem um modo diferente de expressar sua sensualidade.

Pode ser aquela cruzada de pernas ou o sorriso. Talvez o esticar dos braços ou o olhar de lado. Não importa qual, mas você tem o seu jeito de ser bonita e sensual. Mesmo que a rotina, o stress ou os quilinhos a impeçam de acreditar nisso, não hesite.

É a sua forma de ser sensual que vai toená-la marcante. Basta que você a identifique em alguma porção desse universo à parte que é o corpo feminino.

"A beleza perfeita é inatingível, mas ninguém consegue chegar tão perto dela quanto uma mulher decidida a ser bonita!"

(*Adriana Teixeira)


Beijo da Cauzzinh@...


18 janeiro, 2006

Sonho...



"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Más há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."

*Shakespeare, Sonhos de Uma Noite de Verão





"Sonhar é acordar-se para dentro."
*Mário Quintana


Da Cauzzinh@..

14 dezembro, 2005



Poema de Natal

Vinicius de Moraes


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Beijinhos da Cauzzinh@...