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24 agosto, 2021

O meu caminhar...

 

TODOS OS CAMINHOS DO MUNDO

Cau Alexandre


Trago em mim a inquieta fome

De andar na estrada do pensamento

De guardar na retina a surpresa da beleza

18 fevereiro, 2019

Amor de letras...


SOBRE AMOR E LIVROS

28 março, 2015

Estar em Casa...

MEU LAR

28 outubro, 2013

Sentimentos e suspiros



QUADRINHA BOBA


Cau Alexandre


Ele diz que ela some,
Ele piscou e a perdeu de vista,
Ele diz que olha e não a vê,
Ele dormitou e a deixou escapar,
Ele diz que o som da sua voz desvanece,
Ele soltou sua mão por um instante,
Ele a sentiu subir e voar
Ele diz que seu perfume dissipou-se no ar,
Ele temeu que ela escorresse entre seus dedos,
Mas ela nem mudou-se de lugar!
Ele alega saudade...
Mas ela sempre o beija e o lembra
Que é ele que ela quer!


copyright©caualexandre2013

23 setembro, 2013

Tuuum... Tuuum... Tuuum...

DNA

Cau Alexandre

Tem coisas que a gente teima em querer, mesmo quando tudo em nós grita pelo não.
Tem gente que gruda na alma e por mais que se tente, o DNA já se fundiu ao nosso pensamento.
No bom dia, boa tarde, boa noite. Torcendo por menos 'até logo', sofrendo por mais 'olá'!
Cada fio, cada ligação sináptica, a sintonia fina que sempre deságua no mesmo mar de sentimento.
Cada imagem tem sempre a mesma cor do seu cabelo, cada música tem sempre o som da sua voz.
O mesmo sentir, o mesmo desejo, a mesma ânsia em meio a toda sinfonia da negação... Triunfa sempre o querer!
Mesmo com um milhão de distâncias...
Mesmo com algumas centenas de lágrimas...
Mesmo com dezenas de mensagens...
E uma chamada perdida!

copyright©caualexandre2013



17 setembro, 2013

Simples Assim...


Em preto e branco
A beleza do momento 
Se simplifica!

Cau Alexandre





12 novembro, 2012

observação...


LOBOS EM PELES DE CORDEIROS

O que será que mais machuca... 
o ódio do teu opressor, 
ou a manipulação do teu amigo?


A obviedade é chata! A falta de novidade nas ações das pessoas é enfadonha.

Algumas singelas pessoas ainda acham que podem esconder-se atrás de lindos sorrisos e palavras doces, quando na verdade aproximam-se no intuito de preencher a própria ignorância, buscar paz para seus medos sombrios e controlar os passos de inimigos em potencial.

O velho ditado diz: "mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda". O que o ditado não diz é que o seu interlocutor pode prever seus passos e, diferente do que você acha, você é que pode estar sendo observado.

Julgamos as ações dos outros por nossas próprias ações, e erramos achando que todos são iguais a nós. O medo é de termos de volta aquilo que já fizemos e termos a certeza de que mereceremos. Daí a necessidade de manipular os resultados, de garantir o placar, de ter certeza que somos os mais espertos.

Ingênuo é achar que no seu caminho não haverá alguém mais esperto que você!

Demente é pensar que todo fim justifica qualquer meio!

Cau Alexandre

12 setembro, 2012

Liberdades...


GAIOLAS ABERTAS

Cau Alexandre

Nas gaiolas que me deixo ficar

Mantenho as portas abertas

Para que saibam, com certeza,

Que minha permanência é assentida

É compaixão com aqueles

Que ingenuamente não entendem

A liberdade que nasceu comigo.


copyright©caualexandre20112

15 agosto, 2012

Senti... Mentalidade



FATALIDADE

Cau Alexandre

Sinto-me uma fatalidade!
Quando? Onde? Como?
...Não se sabe. 
Só assim,
De repente!



copyright©caualexandre2012

25 julho, 2012

Palavras vazias não preenchem verdades...


PONDERAÇÕES

Cau Alexandre


Quem tem medo de viver,
Pelo mundo vaga meio morto


Para quem morto anda
Não difere o doce e o amargo

Quem nada degusta
Nada sente

Quem nada sente
De sobra só tem palavra vazia.


Para a palavra vazia
Só a morte da poesia!


copyright©caualexandre20112

14 julho, 2012

Presentes... Bons Presentes...


FICA COMIGO ESSA TARDE
Ilídio Soares



A Cau Alexandre

Possuíamos alma, mas a possuíamos só por instantes, em potências atravessadas como conjugando vislumbres com açoites. E dizíamos coisas que nos faziam rodar sem vínculos, deixando a carne exposta e consciente de estarmos, de fato, nos consumindo. E como clandestinos, subterrâneos do que restou daquele sentimento, os socos e os adornos iam conosco, cativos, fundos, da garganta ao mais nada que não se esconde depois que finda o barulho de existir. Num curto-circuito de ruídos de seres que um dia fomos, e do qual não esperávamos muito, éramos nossos e isso nos bastava porque assim que era posto.

Não é fácil, portanto, experimentar-nos agora além dessa epígrafe. Tateando sobre o que nos distingue, com má vontade, mas indo de encontro ao que nos vence e corrói os últimos argumentos, os atos cordatos e os finos traços que sumiram. E apesar do mal estar, querendo morrer em paz num mundo que já não nos pertence, imersos numa linguagem de círculos, esvaziados de um sentimento que não é mais permanente, aos solavancos fomos insistindo.

Em alguma parte abandonamos as idades, os palmos de estrada, os arreios, e fomos ficando mais um pouco pra ver se espantávamos o hálito dos reclamos e haveres, em horas que às vezes se entrecruzavam com nossos antigos pertences. E do vazio brotavam ideias que nos faziam regressar aos dias que éramos mais resistentes. E por não sabermos enterrar aquilo que nos estava enterrando, tudo ao nosso redor aos poucos foi se desfazendo, e doendo. Desorientados e cansados parecíamos aves felizes e retardatárias rumo ao poente.

Há muito tinha deixado de ser pacto para se tornar subversivo. Com cada um à sua maneira  rastejando no fosso, entre moitas e sonos sem perceber que estávamos explodindo. E essa era a nossa coragem, a única que nos restava, de dormir mais cedo para não vermos a noite que se aproximava. Sem estrelas e escura, anunciando que jamais partiria só pra nos fazer sofrer uma eternidade.

Dobrados e sem conseguirmos nos separar por dentro, hoje somos mais do que uma paisagem na mente. Dividindo-nos em partes por não sabermos como reter um todo que se esvai, indo a outra coisa que age mudando independente da gente. Somos a antimatéria das vontades inconclusas, por isso reduzimos os apuros e escondemos as culpas porque sabemos aonde começam e terminam. Sob outros nomes disfarçamos o que nos possui, nada mais nos desconcerta, tudo nos é intimo. E da antimatéria nos transformamos numa tardante metáfora mais concreta, recolhida de fusos, mas sucessiva nos léxicos que não se fundem, para finalmente conseguirmos nos tornar uma simples e tão desejada pergunta: “Fica comigo essa tarde?”


copyright©Ilidio Soares 2012 

11 julho, 2012

O Esquecimento Providencial II



O ESQUECIMENTO PROVIDENCIAL II
(Porque mentes insanas e esquecidas nunca param de florescer, infelizmente)

Cau Alexandre

Estou eu aqui às voltas com meus pensamentos e ponderações sobre como são as pessoas, como se comportam, como criam as suas máscaras e continuamente acreditam nas mentiras que inventam e repetem tanto a si mesmos essas mentiras, que acabam achando que é verdade.

Lembrei de um texto que escrevi há algum tempo no 'Café®', no qual falava sobre o "Esquecimento Providencial" que alguns seres ditos humanos tendem a ter.

E cá me encontro achando que a ingênua sou eu mesma. Pois esses seres estão aos montes soltos em todas as partes. Políticos e eleitores, Empregadores e empregados, ditos amigos e conhecidos... sempre há aquele que pra tentar justificar a sua própria ação indigna, esquece tudo que fez, para tomar o papel de vítima!

Em recente desentendimento com um senhor, da e na net, me deparei com essa que, deve ser umas das piores facetas de certos seres... a capacidade que eles tem de se autojustificar com o esquecimento de suas próprias ações e de negligenciar as consequências de seus atos. Eles fazem de tudo, dizem, sugerem, provocam e invocam qualquer coisa, menos a verdade e a lembrança dos fatos reais, tão somente para assegurarem a própria "consciência" que estão fazendo a coisa certa... A coisa certa deles e para eles.

Ora, mas se a coisa certa a fazer é mesmo a que fazem, porque será que só eles vêem assim? Um homem sábio disse uma vez que a verdade uma vez dita não volta para olhar se foi justificada.

Lembro-me de ter repetido diversas vezes os motivos que me levavam a discordar, reclamar e, algumas vezes, até a me exasperar com o dito senhor. Lembro-me de ter tentado várias vezes manter a paz, a negociação amigável, a tranquilidade na conversa e mesmo assim ter visto o dito cujo jogar todo o tempo no lixo e desfazer de tudo que até ali havia sido construído! Lembro-me de todas as tentativas de conciliação. Lembro-me de todas as vezes que mostrei e provei por 'A + B' o que aquela constante situação nos levaria. Lembro-me de todas as vezes que o tal senhor me deu razão, pediu desculpas e disse que resolveríamos o caso sem maiores problemas ou desgastes. E Lembro-me de todas as vezes que ele mesmo desfez todas as suas palavras e deu coices em toda a razão e todo o sentimento posto! Lembro-me de todas as vezes que mesmo enfadada com a situação desculpei, relevei... Esqueci.

Mas a coisa insana é ver como a deturpação dos fatos vem.

Pessoas assim ficam como serpentes, a postos, espertas, esperando o momento do bote.

Inflamam você a ira, até que você (no caso eu) explode, pois está humanamente já sem forças pra suportar a loucura de uma mente que simplesmente só vê o que quer, não mede as palavras, não sente pelo outro e só realmente se importa consigo mesmo e com seu próprio interesse (geralmente pequenas e ignóbeis posses). 

Daí em diante tudo gira em torno do deslize de quem suportou até o limite, de quem tentou, em vão, ser gentil e aguentar aquilo que não deveria ser suportado. Pronto: Prato feito aos esquecidos!

Não lembram mais de nada antes daquele fato e, pior, falam e espalham aos ventos do sul a história como bem lhe apraz. 

Daí, vem os adoradores de esquecidos (em geral também esquecidos e ignóbeis), cantando hinos de fraternidade e ajuda, quando a única coisa que sabem é o lado torto, turvo e surdo de uma mente igualmente torta, turva e insana e que nunca entendeu nem o amor a si mesmo, quanto mais ao próximo!

Digo eu no texto que "Quando a consciência nos acusa, o interesse ordinariamente nos defende" (Marquês de Maricá) e minha sábia mãe sempre me disse: Não jogue pérolas aos porcos, pois eles não darão o valor que elas têm!

Deve ser uma maldição lembrar. Num país em que vota-se em políticos comprovadamente ladrões, em ladrões que se tornaram políticos, em mentirosos confessos e toda a corja que um dia foi rival e defendeu interesses diferentes hoje sendo amigos e aliados, sim... Deve ser uma maldição lembrar. Pois ao que parece o normal é esquecer! Mentir, ludibriar, roubar, furtar, enganar e matar a verdade!

Sendo assim, assumo a minha culpa e a minha maldição de lembrar e lembrar  não só o que me beneficia, mas lembrar de tudo que mostra exatamente a feiura e a maldade das mentes esquecidas de pessoas distorcidas pelo 'direito' (que acham que tem) de ter alguma razão na vida... mesmo que essa razão seja a de pisar na verdade, de tripudiar no sentimento social, fraternal e humano e de provar que só assim seres mediocres podem ter alguma admiração alheia.

Que o esquecimento da verdade seja o tesouro dessas pessoas... Mas que jamais contem comigo para aliviar suas consciências nebulosas, quando o sol da verdade aparecer! E ele sempre aparece, porque mentira tem perna curta, até mesmo as que essas pessoas repetem a si mesmas na esperança que se tornem verdades!

E aos que leem essa ponderação não se enganem, não há raiva, não dor, não há nem o sentimento de perda naquilo que fui lesada: meu tempo, minha palavra, minha arte e minha amizade... Só há um profundo sentimento de pena e um desejo profundo que essas pessoas se libertem da única lembrança que eles não conseguem esquecer: EU!

E aviso: Já sou livre, pois não perco minha alma por tão pouca maldade, não carrego peso morto, nem pedras, nem mentiras!






copyright©caualexandre20112

10 julho, 2012

Intimamente nosso...


DECLARAÇÃO

Cau Alexandre

Mas se do meu doce
E do meu amargo Ser
Tragas sem distinção
Tua é minha intimidade
E Tu és o meu quinhão


E somente a ti entregarei
A chave dos meus segredos
A fonte dos meus desejos
A pena da minha escrita
O fim da minha lida


E um dia leremos os poemas
Escrito em preto e branco e carmim
E não saberemos distinguir
O que é teu ou meu
Pois tudo será nosso...


E será sem fim!


In principio, 
Et nunc, 
Et semper.

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15 fevereiro, 2012

E entre os desejos...

COBIÇA

Cau Alexandre


Falta só recitar
Ao pé do seu ouvido
Um soneto descarado,
Pra você sentir na pele
O arrepio lascivo
Que corre no pensamento.




copyright©caualexandre2012




10 novembro, 2011

30 setembro, 2011



NOBRE PERDÃO

Cau Alexandre

A maior nobreza do perdão
Seria ser capaz de dizer:
'Perdoai, porque eles sabem bem o que fazem!'



(Inspirado no texto "Submissões: a fé" de Jeanne Chaves - leia-o 'aqui')



copyright©caualexandre2011


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22 março, 2011

Questions...


copyright©caualexandre2011

12 fevereiro, 2011

Pensamentos

.IV.

Cau Alexandre

Solitude é estar acompanhado
apenas de si mesmo,
e estar bem.


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Eric Clapton -
Find Myself

copyright©caualexandre2011

04 fevereiro, 2010

Da Luz dos Olhos à Janela da Alma III


Imagem by Google

Quartet0 III - Da Inutilidade das Palavras
Cau Alexandre


Na hipnose das horas as palavras fluem dos olhos
Paredes brancas rabiscadas de uma história há muito escrita
Esquecida, transbordante, redudante, profudamente dita
Nos vincos que cavou no rosto, a certeza incolor: viveu!

*Dedicado à minha mãe - Edite de Alcântara


PENSAMENTO Nº3
Passamos a vida tentando encontrar as palavras certas para dizer às pessoas certas como certamente nos sentimos. Ao longo desta mesma vida descobrimos que as pessoas certas, afinal, são aquelas que nos entendem quando não dizemos nada... simplesmente falamos com o olhar!

Cau Alexandre

03 fevereiro, 2010

Da Luz dos Olhos à Janela da Alma II

QUARTETO II - DO QUE DIZ O SILÊNCIO...
Cau Alexandre

O silêncio grita dores inodoras
Cada nota vibra dormente
Dolente, instável, triste
Insana... Mente!


PENSAMENTO Nº 2 -
Nem todas as palavras são adequadas para expressar sentimentos intensos. Alguns silêncios são mais eloquêntes que muitos discursos, pois nessa ausência de palavras está encravada a incapacidade de dar forma a tamanho sentir!

Cau Alexandre