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06 setembro, 2021

Entre a garganta e a mão...


POEMA ENTALADO
Cau Alexandre & Jeanne Chaves

Entre a garganta e a mão,
Não pinga, nem jorra ou escorre,
É sempre sede e mais um se não...

20 dezembro, 2011

De cada alma...


CONSCIÊNCIA

Cau Alexandre

Despiu a alma da esperança vazia
Descansou as dúvidas no vento nômade
Repousou os olhos no instante perdido
Mergulhou gravemente dentro de si mesmo


Encontrou suas próprias vagas razões
Respostas para as frágeis perguntas
Que nunca ousaria fazer a si mesmo
Pelo temor de dissipar seu próprio ânimo


Vestiu-se apenas das horas errantes
Alma nua, resguardada na carne crua
Inquieta, sentida, dolente, ferida,  
Tocada pela pacífica luz fria do ocaso


Trancou no olhar as nuvens do tempo
Abandonou-se em íntimos pensamentos
E, servindo-se de alento e estro
Flertou com sua própria solitude.


copyright©caualexandre2011

No Player

11 outubro, 2011

Sinta... Ame... Chore... Seja imensa!


CONSELHOS DA ALMA

12 agosto, 2009

E Conversamos...

Na Chuva!


Eu: É incrivel como algumas pessoas lutam contra o tempo!

Você: É verdade. E nem temos por quê lutar contra ele... é inevitável.

Eu: Fatalista isso, não?

Você: Não... só inevitável. Ele passará! Querendo nós ou não. Há coisas melhores pra se lutar contra, não acha?!

Eu: É... mesmo que não façamos do tempo aliado, ou simplesmente não saibamos conviver pacificamente com ele, ele passará de qualquer forma.

Você: E levará quase tudo com ele. Lembranças, alegrias, tristezas... e um dia nem saberemos o que no moveu até aqui!

Eu: Em parte isso é bom, em parte ruim!

Você: É. Mas isso me lembra das pessoas que dizem não gostar de chuva...

Eu: Por quê?

Você: Porque é bobo ficar chateado com algo necessário e eminente... (rindo)

Eu: É verdade.

Você: Cria uma falsa ilusão de que você pode escolher... :P

Eu: Mas incrivel mesmo é quando as pessoas podem escolher, e mesmo assim se apegam a desculpa da fatalidade.

Você: E podemos escolher? (rindo)

Eu: Não podemos escolher se a chuva cai ou não... ou se o tempo vai passar ou não. Mas podemos decidir se abrimos o guarda-chuva, se molhamos só os pés, ou se saímos pro meio da rua, abrimos os braços e sentimos a chuva no rosto. Eu agora entendo isso...

Você: Mas não vá reclamar do resfriado e depois e dizer que foi inevitável. (gargalhando)

Eu: Como você é bobo (risos). Mas é muito bom que esteja aqui!

Silêncio... Enquanto a chuva cai!


No Player
Scorpions Ft. Berliner Philharmoniker -
Send Me An Angel/ Lonely Gilr Midis


Send Me An Angel*


The wise man said just walk this way
O sábio disse: apenas siga este caminho
To the dawn of the light

Até o alvorecer da luz

The wind will blow into your face

O vento soprará em seu rosto

As the years pass you by

Enquanto os anos passarão por você



The wise man said just find your place
O sábio disse: apenas encontre o seu lugar

In the eye of the storm

No olho da tempestade

Seek the roses along the way

Procure as rosas ao longo do caminho

Just beware of the thorns

E tome cuidado com os espinhos


Hear this voice from deep inside
Ouça esta voz bem lá no fundo

It's the call of your heart

É o chamado do seu coração
Close your eyes and you will find
Feche seus olhos e você encontrará

The way out of the dark

A passagem para sair da escuridão

(*Trecho)

21 maio, 2009

Se não disser...

 


POEMA ENTALADO
Cau Alexandre & Jeanne Chaves

Poema entalado, 

Entre a garganta e a mão, 

Não pinga, nem jorra ou escorre, 

É sempre sede e mais um senão... 

10 setembro, 2008

Reinvenção


Cau Alexandre & Jeanne Chaves

Para reinventar-se, necessário se faz pôr-se desértica, e lá, debulhada em palavras que vagam em idas e voltas, como o mar a acariciar a areia, cerca-se o instante de vagos pensamentos.

Deixa-se levar ao sabor do vento das lembranças necessárias, dos sentimentos alentadores, do calor dos amores e da imensidão da solidão.

E nesse doce movimento que embala a alma cansada de tantas vidas e de tantos caminhos trilhados, encontrará o ritmo adequado para envolver seu momento de fenix, nascida de si mesma, renascida em palavras.


Onde Achei...
Imagem: Google

No Player
Sarah Brightman -
Free

24 março, 2008

Espírito...



Céu:

Os dias de nossas vidas, dias claros, dias escuros.

Barco:


Nosso corpo, matéria, que o tempo consome, até deixar de existir.

Ondas:

nossa alma, ora calma, ora agitada, ora incontrolável.

E o espírito? (...)


...O Espírito habita no vento e nos olhos de quem vê
além das ondas que encobrem o céu!




Porque alguns amigos se revelam
nos momentos mais inesperados e necessários.



Onde achei...
Imagens - Google
Edição de imagens - Cau Alexandre
Texto - A.C & Cau Alexandre
Música -
J.Mauro Midi Voice


No player
Ronan Keating -
This Is Your Song

22 maio, 2007

Fome? Sede?


Qual sua fome?
Churrasco com os amigos
Barulho de talheres e pratos
Copos zunindo e rindo?
Fome de alegria e amizade.

Qual sua sede?
Coca-cola com limão e gelo?
Língua fria e beijo na boca.
Fome de beijo molhado, quente e gelado
Lambido e escancarado.

Você tem fome de quê?
Fome de comer ou fome por gula?
Fome de comer até cansar?
Fome de ter ou fome de saciar?
Fome de escrever ou de falar?....
Fome de ser ou de pensar?

Você tem sede de quê?
Sede de ordenar ou desordenar?
Sede de satisfazer ou de parar?
Sede de extasiar?

Qual sua maior fome?
Fome de criar, inventar ou usar ou escancarar?

Fome de você ou fome de mim?

Se existe a fome
e a vontade de comer
existe o desejo
e a vontade de prazer
de querer
e de ter
você


por Cau Alexandre



No Player
Fugees -
Stand By Me (Remix)

*Texto escrito a quatro mãos com o dono do BoTecø
A música é a recíproca de um presente.

;o)

01 março, 2007

A quatro mãos...



Mar e rocha

Rocha e mar


Eu impulsionada pelo vento
Você imponente e imóvel

Eu vou
Você permanece

Eu volto
Você me encontra

Eu espuma
Você muralha

Eu revolta
Você sobriedade

Eu redonda
Você pontiagudo

Eu divago
Você pondera

Eu sentimento
Você razão

Eu tagarela
Você pensamento

Eu engenho
Você arte

Eu palavra
Você número

Eu fantasia
Você realidade

Eu desejo...
Você... intersecção.

por Cau Alexandre



* Ao meu querido R.(Marquês)B.

25 janeiro, 2006

A quatro mãos...


Caruso

Lucio Dalla

Qui dove il mare luccica
Aqui é onde o mar
e tira forte il vento
lança forte o vento
Su una vecchia terrazza
Em um terraço velho
davanti al Golfo di Surrento
na frente do Golfo de Surrento

Um uomo abbraccia uma ragazza
Um homem abraça uma menina
dopo che aveva pianto
depois de ter chorado
poi si schiarisce la voce
então a voz é clara
e ricomincia il canto
e reinicia a canção

Te voglio bene assaie
Você sabe que eu amo você
ma tanto tanto bene sai
mas tanto, tanto bem, você sabe
e una catena ormai
estou em uma cadeia agora
che scioglie sangue dint'e vene sai
e não corre mais sangue em minhas veias você sabe

Vide le luci in mezzo al mare
Vi as luzes no meio do mar
penso alle notti là in America
penso nas noites da América
ma erano solo le lampare
mas eram apenas lampadas
e la bianca scia di un'elica
e a esteira branca de uma hélice

Sentì il dolore nella musica
Sentia dor na música
si alzò dal pianoforte
quando tocada por um piano
ma quando vide la luna
mas quando vi a lua
uscire da una nuvola
sair de uma nuvem
gli sembrò più dolce anche la morte
também lhe parecia mais doce a morte

Guardò negli occhi la ragazza.
Olhou nos olhos a menina.
quegli occhi verdi come il mare
aqueles olhos verdes como o mar
poi all'improviso uscì una lacrima
então como de improviso uma lágrima saiu
e lui credette di affogare
e ele acreditou se afogar

Te voglio bene assaie...
Você sabe que eu amo você
Potenza della lirica
Poder da palavra
dove ogni dramma è un falso
onde todo jogo é uma falsificação
che con po' di trucco
com um pouco de maquiagem
e con la mimica
e como um nenem
puoli diventare un altro
me tornar outra pessoa
ma due occhi che ti guardano cosi
mas dois olhos que olham você deste modo
vicini e veri
os vizinhos e verdades
ti fan scordare le parole
você brinca para esquecer das palavras
confondono i pensieri
elas confundem os pensamentos
cosi diventa tutto piccolo
deste modo tudo se torna pequeno
anche le notti là in America
também as noites lá na América
ti volti e vedi la tua vita
siga e verás sua vida
come ta scia di un'elica
como o rodar de uma hélice
ma si e la vita che finisce
menos ele e a vida que termina
ma lui non ci pensò poi tanto
mas ele não pensou tanto em nós
anzi si sentiva già felice
um pouco e já teria sido feliz
e ricominciò il suo canto
e reiniciou a canção

Te voglio bene assaie...
Você sabe que eu amo você...


Enrico Caruso (25 ou 27/02/1873 - 02/08/1921 em nápoles, Itália). Foi um tenor italiano. Começou sua carreira em 1894, aos 21 anos de idade, em sua cidade natal. Recebeu suas primeiras classes de canto de Guglielmo Vergine. Atuou, entre outras óperas, na estréia de Fedora e La Fanciulla del West, do compositor italiano Giacomo Puccini.Suas mais famosas interpretações foram como Canio na ópera “I Pagliacci”, de Leoncavallo e como Radamés, em Aida, de Giuseppe Verdi. Na metade da década de 1910 já era conhecido internacionalmente. Era constantemente contratado pelo Metropolitan de Nova Iorque, relação que persistiu até 1920. (Wikipédia)
Conta-se que o compasitor Lucio Dalla, hospdando-se em um hotem durante uma viagem, deparou-se no mesmo quarto que Enrico Caruso havia estado antes de sua morte. E que soube por intermédio de um funcionário do hotel, que antes de sua morte, Enrico Caruso, já debilitado da garganta, por ocasião de um câncer, vai até o piano levado à sacada do quarto a seu pedido, tocou e cantou a plenos pulmões... sua última canção.
No mesmo quarto, tocando no mesmo piano, Lucio Dalla compõe 'Caruso'.


*Agradecimntos à colaboração do Anjo Torto® na imagem e na biografia de Enrico Caruso...



Beijos da
Cacauzinh@..