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13 julho, 2014

Pérolas de Afrodite - 2. Memórias


ENTRE LIVROS E MEMÓRIAS 
   
Cau Alexandre

Ambos jovens
Ela, menina-mulher. Adolescente desajeitada, magrela de olhos vívidos. Achava-se feia, compensava na inteligência aguçada. Aluna.
Ele, rapaz. Recém formado, primeiro emprego. Professor.
Esperavam professor novo, mas não daquele jeito. 24.
Ela sentada no meio da sala. Equilíbrio entre os CDF e os da Geral. Uma bagunceira-estudiosa. Não se contentava em ser só 'isso' ou 'aquilo'.
Descrente do que via.
Ele: olhos castanhos, tão claro que esverdeavam. Primeira impressão. Não conseguia parar de olhar. Hipnotizada.
Ela: cara de marota. Olhos de ressaca. Boca.
A partir daí o equilíbrio fora esquecido. As aulas de literatura tiveram uma nova freqüentadora assídua das cadeiras fronteiriças. Perto dos olhos, percebeu a boca. Delineada pelo cavanhaque. Um quase delírio. Suspiro.
Feia? Não... Desengonçada. Adolescência. Atrevida. Olhar firme. Boca, meu Deus, que boca! Devia ser proibido a alguém tão jovem ser provida de uma boca tão libidinosa.
E por aí foram.
Alencar, Álvares, Dias, Varela e Azevedo... Também Alves, o Castro.
E entre as Iracemas e Martins, Helenas e Estácios e Bentos e Capitus... A preferida, seguiram.
Não perdia aula, nem quando a febre era mais forte. Os apelos dos pais... O incêndio interno era maior. A contra-vontade de sair mais cedo. Mau estar, febre.
Descobriu outro prazer. Pedir para sair deu-lhe a visão perfeita das mãos. Grandes. O toque, no pulso. A temperatura... O coração já acelerado acertou o caminho e estava na reta final da garganta. Macia, pelúcia, delicada mão de homem. Delicada? Homem das letras.
Foi pra casa como quem ganhou um prêmio.
Fim de semana de cama, sorriso besta na cara. As mãos não se lhe saiam da memória táctil. Juntou-se a boca e aos olhos.
Retorno.
Augusto, Raul, Aluízio, Machado... Ah! Machado, o de Assis.
Ela passou a devorar-lhe as carnes de papel com o mesmo prazer que os vermes fizeram a Brás Cubas, depois da dedicatória póstuma.
Ele, fino admirador... Falava de Machado com que orando, adorando um ídolo.
Ela, como iniciante, devorava-lhe as palavras com ouvidos jovens e sedentos.
Devorava-lhe o sentimento de inquietude.
Ele não a olhava nos olhos. Ouvia estrelas.
Ela perdia o senso. Tremia...
Provas, trabalhos, longos textos. Esses nunca o satisfaziam. Sempre aquém do devido. Zangada. Vontade de escarrar-lhe na boca... Mas antes deveria haver o beijo.
Mário, Oswald, Graciliano, Manuel, Drummond.
E uma pedra no caminho do João Gostoso. Final de ano.
Tristeza nos olhos do retrato. Cecília.
As reposições de aulas nunca foram tão boas... Sábados agradáveis embalados pelo som da sua voz de quase-homem. 'Quase' por picardia dela. Fomentar.
Correndo os olhos passaram por Clarice, Guimarães e Nelson, o Rodrigues. No qual o seu desejo adolescente esperava demorar-se mais um pouco. Alimentava-lhe a alma latejante. Desdém. Rapidez nunca a agradara.
As férias tinham um sabor agridoce, ou um sem sabor e, finalmente, vieram.
Felizes todos conseguiram seu intuito, era hora de descanso. Guardar livros e lembranças.
E o beijo? Ah! Deve ter sido coisa que Helena sonhou, entre os olhos de Capitu e a boca de Brás Cubas.


copyright©caualexandre2010
(Postado em 31 de maio de 2007)

07 julho, 2014

Pérolas de Afrodite - 1. Caminhos


ALEGORIA PARA OS PÉS CANSADOS

04 julho, 2014

Pérolas de Afrodite



De acordo com a mitologia grega, quando Cronos cortou as genitálias de seu pai Urano e as jogou no mar, o seu esperma teria fecundado a água e da espuma surgiria "aquela que brilha da espuma", e como a mais bela pérola surgiria Afrodite.

Afrodite é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na mitologia grega. Ela rege a paixão, o impulso avassalador que move o ser humano e não somente para o sexo, mas para tudo o inquieta, o faz tremer, o impulsiona e impulsivamente o atrai, como a beleza, a arte, a melodia, a vida!

Afrodite é a imagem do ativo, energético, forte, impetuoso, veemente universo feminino. Um universo cheio de paixão, beleza, loucura - algumas vezes - e histórias fantásticas e inimagináveis, dentro de momentos absolutamente comuns do dia-a-dia de qualquer mulher.

Aqui começo uma jornada interior e exterior. Garimpando entre histórias que já escrevi e criando novas que retratam e pintam esse fantástico universo feminino, e reverberam em todos os lugares de nossas vidas... Tais como Afrodite, nascidas da espuma do mar e brilhantes como pérolas!

Cau Alexandre

03 julho, 2014

Muito vasto mundo...


VASTO MUNDO
Cau Alexandre

Olhou pela janela. Já era dia claro.

Fitou o mundo por um momento. Paquerou-lhe por aquela janela aberta. Sentiu a brisa matinal entrar e afagar-lhe o rosto. Respirou fundo. Percebeu que era o seu momento. Era hora de ir.

Saiu para nunca mais voltar.



copyright©caualexandre2014

12 novembro, 2012

observação...


LOBOS EM PELES DE CORDEIROS

O que será que mais machuca... 
o ódio do teu opressor, 
ou a manipulação do teu amigo?


A obviedade é chata! A falta de novidade nas ações das pessoas é enfadonha.

Algumas singelas pessoas ainda acham que podem esconder-se atrás de lindos sorrisos e palavras doces, quando na verdade aproximam-se no intuito de preencher a própria ignorância, buscar paz para seus medos sombrios e controlar os passos de inimigos em potencial.

O velho ditado diz: "mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda". O que o ditado não diz é que o seu interlocutor pode prever seus passos e, diferente do que você acha, você é que pode estar sendo observado.

Julgamos as ações dos outros por nossas próprias ações, e erramos achando que todos são iguais a nós. O medo é de termos de volta aquilo que já fizemos e termos a certeza de que mereceremos. Daí a necessidade de manipular os resultados, de garantir o placar, de ter certeza que somos os mais espertos.

Ingênuo é achar que no seu caminho não haverá alguém mais esperto que você!

Demente é pensar que todo fim justifica qualquer meio!

Cau Alexandre

30 julho, 2012

O Descobridor (1)



DO MEU QUINTANÁRIO AMOR

Cau Alexandre

Hoje, 30 de julho, é aniversário do meu grande amor. Um irmão de sensibilidade, muito mais raro que um irmão consanguíneo. Hoje, se vivo, ele faria 106 anos... vividos e literários.
Dele e com ele tenho inúmeras lembranças. 
Começam na época em que ele era um autor "escolar". Lia seus 'textinhos' nos meus livros e ficava encantada pela capacidade que aquele senhor tinha de dizer tanto em tão pouco espaço, com tão poucas letrinhas.
Muitos anos depois, encontro um Quintana encarado por mim mais seriamente. As aulas de Estilísticas sempre me pareceram como uma mesa branca de adivinhação cheia de técnicas e teorias, mas que no fim vinha um tal Quintana e falava e dizia e rimava só quando queria e era ácido sem zanga, irônico, sem maldade... E então ninguém sabia, só estava certo que era Quintana.
Lembro da admiração na voz da minha mestra enquanto recitava:

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho! 2

Como se pode dizer tanto, com tão pouco? Como poderia entender tanto? Como?
Os anos se passaram. A minha admiração só aumentava. E como sou de amor profundos, jamais o abandonei. Trazia-o junto a mim com os amores tão antigos quanto ele, como o de Pessoa e Machado, quanto dos novos, como Proust e Tolstoi. Aos longo dos anos, muitos amores. Mas, Quintana sempre foi livre ao amar. Muito sereno me falava em 'Bilhete' e me dizia::


Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...3

E assim, ia me deixando livre para amar, amar Érico e Luis Veríssimo, amar Saramago, amar Cecília e Clarice. Amar Dostoiévski, Gabriel Garcia Marques, Drummond, Vinícius... Ah! como amei Vinícius. Ah como amei com Vinícius. E Quintana ainda estava lá... e me dizia:

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas…
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.4


E com todos eles cresci, embora já fosse "grande" e um dia me atrevi a escrever. A tentar ao menos. E pensei, nunca serei como aqueles a quem amo, mas posso ao menos escrever o que sinto.
Não foi sem surpresa que me deparei com minha primeira decepção: "Você não serve pra escrever poesia. Não tem técnica. É infantil e tolo. Não é bom". Olhei pro meu professor, como a criança que descobre que não fez o desenho certo na aula de desenho livre. Decidi ser só leitora, admiradora, amante de muitos poetas... Jamais escritora.
Até ser impelida pelo meu Quintanar amor dizendo: "Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um." 5  e  "A poesia não se entrega a quem a define." 6
E me voltei ao papel...
Passei a ser uma necessidade crucial de escrever, e ainda meu Quintana me dizia:


Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.7


E a afogada era eu.
Um dia, abri a porta de casa e fui ao seu encontro com as palavras na minha mente:

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali…
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando! 8


E fui ver meu amor. Há 6 anos. Na Casa Rosada, antigo Hotel Magestic, última morada do meu poeta, hoje, Casa de Cultura Mário Quintana. No dia 30 de julho de 2006, em que ele completaria 100 anos, eu estava na janela do seu quarto, olhando suas fotos, sua escrivaninha, o retrato da Bruna Lombardi que ele guardava com carinho. A sua tangerina (lá no sul, bergamota), a pontinha de cigarro, o esforço de tantos para que estivesse tudo como ele deixou. 
Senti um frêmito, quando meu reflexo atravessou o vidro e me pôs do lado da sua cama, pertinho da sua cadeira. Eu entendi... e não havia outro lugar no mundo que eu quisesse estar. E eu queria respostas, mas ele me dizia:

"A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas." 9

Ainda não sei como saí de lá. Era meu lugar, era familiar. Era o que eu queria, onde tinha que estar. Mas na vida, nada é como achamos que deveria ser. Porque a vida é como um poema:

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…10


E voamos... Ele, eu e os nossos poemas, porque é necessário mais que viver, é necessário sonhar. E sonhando com os olhos bem abertos, critica e acidamente conseguimos ver o que realmente é belo. A vida!

As pessoas sem imaginação
podem ter tido as mais imprevistas aventuras, 
podem ter visitado as terras 
mais estranhas... 
Nada lhes ficou. 
Nada lhes sobrou. 
Uma vida não basta apenas ser vivida: 
também precisa ser sonhada 11

Hoje sinto saudades, e lembro do que ele me ensinou:

Essas duas tresloucadas, a Saudade e a Esperança, vivem ambas na casa do Presente, quando deviam estar, é lógico, uma na casa do Passado e a outra na do Futuro. Quanto ao Presente - ah! - esse nunca está em casa. 12

Mas eu sei, bem dentro de mim, que saudade e esperança vivem aqui juntas de mim, e junto a elas carrego meu amor Quintanar. Nunca esquecido, nunca mudado. Porque Ele e eu sabemos que não se muda a essência... 

Não importa que a tenham demolido: 
A gente continua morando na velha casa em que nasceu.13

Por isso, Quintana querido... amar-te-ei em sussurros e baixinho serás sempre o meu amor e jamais te esquecerei.

copyright©caualexandre20112
.......................................................................................
* Todos os poemas presentes nesse texto são de Mário Quintana.
1Alusão ao poema de mesmo título de Mário Quintana.
Ah, essa gente que me encomenda
um poema
com tema...

Como eu vou saber, pobre arqueólogo do futuro,
o que
inquietamente procuro
em minhas escavações do ar?

Nesse futuro,
tão imperfeito,
vão dar,
desde o mais inocente nascituro,
suntuosas princesas mortas há milênios,
palavras desconhecidas mas com todas as letras
misteriosamente acesas
palavras quotidianas
enfim libertas de qualquer objeto
E os objetos...

Os atônitos objetos que não sabem mais o que são
no terror delicioso
da Transfiguração!



"Poeminha do Contra".3 "Bilhete". 
4 "Poeminha Sentimental"
"Arte Poética"
6 "Cuidado"
7 "Emergência"
8 "A verdadeira arte de viajar"
9 "As indagações"
10 "Os poemas"
11 Epígrafe do livro "Lili inventa o mundo"
12 "Confusão"
13 Quem disse que eu me mudei?

14 julho, 2012

Presentes... Bons Presentes...


FICA COMIGO ESSA TARDE
Ilídio Soares



A Cau Alexandre

Possuíamos alma, mas a possuíamos só por instantes, em potências atravessadas como conjugando vislumbres com açoites. E dizíamos coisas que nos faziam rodar sem vínculos, deixando a carne exposta e consciente de estarmos, de fato, nos consumindo. E como clandestinos, subterrâneos do que restou daquele sentimento, os socos e os adornos iam conosco, cativos, fundos, da garganta ao mais nada que não se esconde depois que finda o barulho de existir. Num curto-circuito de ruídos de seres que um dia fomos, e do qual não esperávamos muito, éramos nossos e isso nos bastava porque assim que era posto.

Não é fácil, portanto, experimentar-nos agora além dessa epígrafe. Tateando sobre o que nos distingue, com má vontade, mas indo de encontro ao que nos vence e corrói os últimos argumentos, os atos cordatos e os finos traços que sumiram. E apesar do mal estar, querendo morrer em paz num mundo que já não nos pertence, imersos numa linguagem de círculos, esvaziados de um sentimento que não é mais permanente, aos solavancos fomos insistindo.

Em alguma parte abandonamos as idades, os palmos de estrada, os arreios, e fomos ficando mais um pouco pra ver se espantávamos o hálito dos reclamos e haveres, em horas que às vezes se entrecruzavam com nossos antigos pertences. E do vazio brotavam ideias que nos faziam regressar aos dias que éramos mais resistentes. E por não sabermos enterrar aquilo que nos estava enterrando, tudo ao nosso redor aos poucos foi se desfazendo, e doendo. Desorientados e cansados parecíamos aves felizes e retardatárias rumo ao poente.

Há muito tinha deixado de ser pacto para se tornar subversivo. Com cada um à sua maneira  rastejando no fosso, entre moitas e sonos sem perceber que estávamos explodindo. E essa era a nossa coragem, a única que nos restava, de dormir mais cedo para não vermos a noite que se aproximava. Sem estrelas e escura, anunciando que jamais partiria só pra nos fazer sofrer uma eternidade.

Dobrados e sem conseguirmos nos separar por dentro, hoje somos mais do que uma paisagem na mente. Dividindo-nos em partes por não sabermos como reter um todo que se esvai, indo a outra coisa que age mudando independente da gente. Somos a antimatéria das vontades inconclusas, por isso reduzimos os apuros e escondemos as culpas porque sabemos aonde começam e terminam. Sob outros nomes disfarçamos o que nos possui, nada mais nos desconcerta, tudo nos é intimo. E da antimatéria nos transformamos numa tardante metáfora mais concreta, recolhida de fusos, mas sucessiva nos léxicos que não se fundem, para finalmente conseguirmos nos tornar uma simples e tão desejada pergunta: “Fica comigo essa tarde?”


copyright©Ilidio Soares 2012 

11 julho, 2012

O Esquecimento Providencial II



O ESQUECIMENTO PROVIDENCIAL II
(Porque mentes insanas e esquecidas nunca param de florescer, infelizmente)

Cau Alexandre

Estou eu aqui às voltas com meus pensamentos e ponderações sobre como são as pessoas, como se comportam, como criam as suas máscaras e continuamente acreditam nas mentiras que inventam e repetem tanto a si mesmos essas mentiras, que acabam achando que é verdade.

Lembrei de um texto que escrevi há algum tempo no 'Café®', no qual falava sobre o "Esquecimento Providencial" que alguns seres ditos humanos tendem a ter.

E cá me encontro achando que a ingênua sou eu mesma. Pois esses seres estão aos montes soltos em todas as partes. Políticos e eleitores, Empregadores e empregados, ditos amigos e conhecidos... sempre há aquele que pra tentar justificar a sua própria ação indigna, esquece tudo que fez, para tomar o papel de vítima!

Em recente desentendimento com um senhor, da e na net, me deparei com essa que, deve ser umas das piores facetas de certos seres... a capacidade que eles tem de se autojustificar com o esquecimento de suas próprias ações e de negligenciar as consequências de seus atos. Eles fazem de tudo, dizem, sugerem, provocam e invocam qualquer coisa, menos a verdade e a lembrança dos fatos reais, tão somente para assegurarem a própria "consciência" que estão fazendo a coisa certa... A coisa certa deles e para eles.

Ora, mas se a coisa certa a fazer é mesmo a que fazem, porque será que só eles vêem assim? Um homem sábio disse uma vez que a verdade uma vez dita não volta para olhar se foi justificada.

Lembro-me de ter repetido diversas vezes os motivos que me levavam a discordar, reclamar e, algumas vezes, até a me exasperar com o dito senhor. Lembro-me de ter tentado várias vezes manter a paz, a negociação amigável, a tranquilidade na conversa e mesmo assim ter visto o dito cujo jogar todo o tempo no lixo e desfazer de tudo que até ali havia sido construído! Lembro-me de todas as tentativas de conciliação. Lembro-me de todas as vezes que mostrei e provei por 'A + B' o que aquela constante situação nos levaria. Lembro-me de todas as vezes que o tal senhor me deu razão, pediu desculpas e disse que resolveríamos o caso sem maiores problemas ou desgastes. E Lembro-me de todas as vezes que ele mesmo desfez todas as suas palavras e deu coices em toda a razão e todo o sentimento posto! Lembro-me de todas as vezes que mesmo enfadada com a situação desculpei, relevei... Esqueci.

Mas a coisa insana é ver como a deturpação dos fatos vem.

Pessoas assim ficam como serpentes, a postos, espertas, esperando o momento do bote.

Inflamam você a ira, até que você (no caso eu) explode, pois está humanamente já sem forças pra suportar a loucura de uma mente que simplesmente só vê o que quer, não mede as palavras, não sente pelo outro e só realmente se importa consigo mesmo e com seu próprio interesse (geralmente pequenas e ignóbeis posses). 

Daí em diante tudo gira em torno do deslize de quem suportou até o limite, de quem tentou, em vão, ser gentil e aguentar aquilo que não deveria ser suportado. Pronto: Prato feito aos esquecidos!

Não lembram mais de nada antes daquele fato e, pior, falam e espalham aos ventos do sul a história como bem lhe apraz. 

Daí, vem os adoradores de esquecidos (em geral também esquecidos e ignóbeis), cantando hinos de fraternidade e ajuda, quando a única coisa que sabem é o lado torto, turvo e surdo de uma mente igualmente torta, turva e insana e que nunca entendeu nem o amor a si mesmo, quanto mais ao próximo!

Digo eu no texto que "Quando a consciência nos acusa, o interesse ordinariamente nos defende" (Marquês de Maricá) e minha sábia mãe sempre me disse: Não jogue pérolas aos porcos, pois eles não darão o valor que elas têm!

Deve ser uma maldição lembrar. Num país em que vota-se em políticos comprovadamente ladrões, em ladrões que se tornaram políticos, em mentirosos confessos e toda a corja que um dia foi rival e defendeu interesses diferentes hoje sendo amigos e aliados, sim... Deve ser uma maldição lembrar. Pois ao que parece o normal é esquecer! Mentir, ludibriar, roubar, furtar, enganar e matar a verdade!

Sendo assim, assumo a minha culpa e a minha maldição de lembrar e lembrar  não só o que me beneficia, mas lembrar de tudo que mostra exatamente a feiura e a maldade das mentes esquecidas de pessoas distorcidas pelo 'direito' (que acham que tem) de ter alguma razão na vida... mesmo que essa razão seja a de pisar na verdade, de tripudiar no sentimento social, fraternal e humano e de provar que só assim seres mediocres podem ter alguma admiração alheia.

Que o esquecimento da verdade seja o tesouro dessas pessoas... Mas que jamais contem comigo para aliviar suas consciências nebulosas, quando o sol da verdade aparecer! E ele sempre aparece, porque mentira tem perna curta, até mesmo as que essas pessoas repetem a si mesmas na esperança que se tornem verdades!

E aos que leem essa ponderação não se enganem, não há raiva, não dor, não há nem o sentimento de perda naquilo que fui lesada: meu tempo, minha palavra, minha arte e minha amizade... Só há um profundo sentimento de pena e um desejo profundo que essas pessoas se libertem da única lembrança que eles não conseguem esquecer: EU!

E aviso: Já sou livre, pois não perco minha alma por tão pouca maldade, não carrego peso morto, nem pedras, nem mentiras!






copyright©caualexandre20112

07 julho, 2012

Cego é quem acha que ninguém vê...


A CEGUEIRA DE SI MESMO

Cau Alexandre

Usar remendos para encobrir os buracos feitos por suas próprias mãos não esconderá as verdadeiras marcas que você criou.

As suas inúteis tentativas de esconder as verdadeiras letras que um dia preencheram o texto completo não apagarão as linhas por trás da mentira que você repete constantemente achando que um dia se tornará verdade só para lhe causar alívio.

A névoa que você evoca para esconder os seus passos no caminho não apagará as suas pegadas em direção ao abismo que você mesmo cavou.

Atos esquivos não trazem esquecimento a sua consciência pesada nem anestesiam a dor que seu coração sente pelos erros que cometeu.

Não se ludibria a verdade que mora dentro de você. Não se cega a luz da sapiência de conhecer profundamente a você mesmo. Falso amor não traz paz.  Humildade inventada é só hipocrisia.

Cegueira é achar que ninguém mais vê o que seus olhos tentaram escurecer e que na escuridão profunda você deixaria de olhar dentro de você mesmo e ver aquilo que você mesmo se tornou.

Um momento de pesar... Quando você percebe quem você realmente é, sem que seja preciso que ninguém mais lhe mostre seu triste reflexo no espelho.



27 junho, 2012

Informação...





Por Cau Alexandre



Para aqueles que não sabem ou que propositalmente fingem que esqueceram:

É a lei que regulamenta o direito autoral no Brasil. 
Apesar de, particularmente, achar uma lei que precisa de muitos ajustes e que se repense a questão do direito de criação, ainda é a lei regulametadora!

Outra fonte de grande valia para quem já tem uma visão mais moderna do direito autoral é o  Creative Common "que disponibiliza opções flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de "todos os direitos reservados" do direito autoral tradicional, eles a recriam para transformá-la em "alguns direitos reservados", que mantem o direito do autor e seus direitos conexos, mas autoriza que outros reproduzam e distribuam o seu trabalho, desde que façam a atribuição".

O importante é lembrar que a criação é arte, e arte não "pertence" ao artista, mas o artista tem direito a ter os créditos por aquilo que foi criado por ele, tendo ou não remuneração por aquilo que criou (por isso, alguns direitos reservados).

Hoje se parte do princípio que tudo que você criou e lançou ou publicou, já tem direito autoral garantido. Mas o verdadeiro princípio deveria ser a honradez, a honestidade, o brio de atribuir a quem criou o seu verdadeiro direito.

Mas em uma sociedade em que a preguiça reina (para usar as ferramentas de pesquisa e achar os verdadeiros criadores) ou a velha, porém infelizmente não caduca, filosofia da esperteza, é preciso lembrar a todos que usar não significa tomar posse e que criatividade não nasce em árvore, e ainda mais, nas palavras de Camões:

"Porém, para cantar de vosso gesto
a composição alta e milagrosa,
aqui falta saber, engenho e arte."


Na falta de Engenho (criatividade) e Arte (capacidade), não custa dar os créditos a quem teve ambos!!!

15 março, 2011

Caminho...


ALEGORIA PARA OS PÉS CANSADOS

Cau Alexandre

Levantou-se do banco onde estivera tanto tempo, apenas sentada, vendo o tempo passar. Parecia tanto tempo, tanto tempo à margem do mundo borbulhante do passantes. Dos carros barulhentos. Do burburinho das gentes. Da imagem de profundo infinito que se desenhava tão instigantemente fugaz e duradoura, tudo bem a sua frente.
Olhou para frente, aqueles minutos pareciam horas, dias, anos, vidas, eras, mas foram só uns minutos. Alguns minutos para atender seu cansaço e seus pedidos inconscientes de parar. Descansar... Sossegar.

O dia perdera os tons vermelho-alaranjados do fim de tarde, e o céu tomava pra si tons de azul profundo. Profunda era sua certeza de que era hora de seguir o rumo que se abria a sua frente, seu rumo, seu caminho, sua estrada.

O primeiro passo ainda era o mais difícil. Apegara-se aquele banco? Impossível. Quem se apega a tão pouco em tão pouco tempo? Seria a sensação de reconfortante alívio que seus pés cansados sentiam? Certamente. Seria, sim, o conforto de apenas ficar olhando o anoitecer? Talvez, apegara-se ao conforto de não precisar se mover, de estar e ficar... Simplesmente permanecer. Ausência de ações que gentilmente afagam a ilusão de ter chegado ao destino final. Engano. Era só passagem, miragem para os sentidos.
Foram apenas minutos, que agora pareciam não tê-la descansado. Mas inquietado-a ainda mais.

Era hora de seguir.

Pôr os pés mais uma vez à prova. O caminho sempre longo, nem sempre seguro, nem sempre certo, nem sempre reto... Mas o caminho de alguma forma era mais bonito agora, depois do anoitecer ali, no banco.
As luzes da cidade acesas traçavam uma nova linha, contornando o que seria o seu percurso. Iluminavam também seus sentidos, seus pensamentos. Tinha certeza, era hora de ir, seguir, seguir em frente.

Olhou mais uma vez o banco, sentiu-se feliz. Talvez pelos minutos fugazes, mas que deixavam uma sensação perene. Talvez, porque agora lhe parecia mais claro o pensamento. foram minutos preciosos que lhe renderam a certeza que chegaria em casa.

copyright©caualexandre2011
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Jack Johson - Constellations

08 dezembro, 2010

O LANÇAMENTO

“Que seja abençoada com um anjo do ébano, num limbo agradável, ao som de blues e uma garrafa de delicioso vinho!”

E assim começamos uma boa conversa ao som de “Why” de Annie Lennox. Parece história romântica, e não deixa de ser uma ótima história de amor, mas de um amor fraternal que uniu duas completas estranhas, usuárias de um mundo virtual, que se tornaram amigas, irmãs... Almas irmãs... Companheiras de longos papos e finalmente parceiras de escrita e cúmplices de uma mesma vontade.

Os textos fluíram no momento que decidimos que poderíamos escrever junto, o que já fazíamos separadamente. E daí a partilha de um sonho antigo que envolvia criar texto, dar som e imagem e assim compartilhar tudo aquilo que nos movia dia-a-dia.

Foi quase dois anos entre a partilha da idéia, a montagem do projeto, as diversas tentativas de patrocínio e finalmente o “nascimento” do fruto de nossa criação mútua.

Aos vinte e nove dias do mês de novembro de dois mil e dez veio à luz o livro “Ao Pé Da Nossa Janela”. O ambiente estava claro, delicado, feminino... E não era uma maternidade. Era a Sala dos Escritores nº 1 do Centro de Convenções de Pernambuco (com a edição primeira do nosso livro).

Chegamos lá como duas nervosas iniciantes que têm o frisson de realizar algo realmente importante juntas. Sentamos à mesa delicadamente preparada para que conversássemos com os amigos que ali estavam dividindo o momento conosco e fizemos aquilo que esperávamos há tanto tempo... Demos nosso primeiro autógrafo. Na hora, parecia tão surreal como ainda parece agora. Autógrafo!

Pois é... Foi uma noite incrível. Bons amigos que nos prestigiaram com sua presença. Familiares transbordantes de orgulho. E nós já não éramos as mesmas de antes, não partilhávamos um desejo, mas uma realidade palpável.

Agradecemos a todos que de alguma maneira contribuíram para esta realização. Família, amigos de perto e de longe, prefaciador, editora, leitores. Nosso muito obrigado por estarem todos ‘ao pé da nossa janela’ dia após dia, nos fornecendo incentivo, subsídios e histórias, dos quais retiramos tantos sentimentos que foram alicerces para nossa criação literária.


No Player
Annie Lennox -
Way

19 fevereiro, 2010

5 anos - Pedido Nº 5


GOSTO DE GENTE


Cau Alexandre


Gosto de gente...
Gente imperfeita de preferência. Eu não saberia lidar com a perfeição. Quem sabe um dia, devido às crenças com as quais crescemos, eu serei e saberei viver como perfeito. Hoje não sei.
Gente imperfeita é única. Não há outro igual, nem clonando.
Gente de verdade. Humanos com certificado de garantia, ingenuidade, tolice, sensibilidade, imperfeições.
Pessoas comuns que tropeçam e caem e envergonham-se por isso, mas levantam-se e erguem a cabeça e seguem em frente.
Pessoas que dizem o que sentem e pagam o preço por isso, mas permanecem de alma lavada felizes por serem fiéis à própria consciência.
Gosto sim de gente petulante que diz o que pensa, mas que pensa antes de dizer qualquer coisa.
Pessoas que fazem cara feia, dizem não, reclamam, mas são capazes de encher os olhos de água quando vêem alguma coisa que lhes toca a alma.
É... gente que perde a pose, que grita quando está zangado, que vocifera, mas que chora quando se arrepende, pede perdão e não tem vergonha de dizer que errou.
É, eu gosto de gente que se importa ainda, que ama, que enlouquece, mete os pés pelas mãos e que se dane as convenções.
Gente que não se envergonha de dizer "eu te amo" em público, que gosta de pegar na mão, de sonhar de paixão, de se perder de amor.
EU GOSTO DE GENTE!!!
Gente que fica vermelha quando mente e que cala pra não ferir.
Gosto de gente que beija com a mesma intensidade com que discute, apaixonadamente pela boca de quem ama como pelos seus ideais.
Definitivamente eu tenho um tesão imenso por gente realmente inteligente, que é bem humorada, não tão bem intencionado, mas que é capaz de respeitar humanamente seu semelhante.
Gosto de gente amarela, azul, verde, vermelha, roxo-com-bolinhas-brancas, multicor. Gosto dos transparentes e opacos, desde que estes saibam que eu não preciso ser da cor que eles querem... e gostem de mim na cor que for.
Gosto de gente que gosta de gente de verdade. Que abomina almofadinhas e falsos intelectualizados.
Gosto de gente que tem mais que verniz... que é sincero e amante da verdade (mesmo que pra isso diga o que o outro não queira ouvir).
Eu gosto de gente simples, que adora aprender, que ama ensinar e cujos olhos brilham quando pode ser realmente útil.
Eu gosto de gente que ri de verdade, que dá gargalhada que não se importa se vai chamar atenção.
Também gosto dos contidos, que riem com os olhos, que adoram a companhia dos espalhafatosos porque se sentem completos.
Gosto de gente que reclama, cala, chora, ri, briga, releva, ama, goza, dá prazer. Eu gosto sim de gente boa.
Eu não gosto de pseudo gênios, de pseudo filósofos, de pseudo santos, de pseudos. Gênios gostam de rir, filósofos de conversar, santos de ouvir... e nenhum deles gosta de títulos e de pseudos. Todos eles, um dia, aprendem a contar piadas e riem mais que os ouvintes.
Gosto de gente livre. Que não se importa com o que é, muito menos com o que não é... simplesmente o são.
No fim eu gosto é gente... se eu gostasse de perfeição comprava uma estátua grega e ficava feito boba olhando pra ela o dia inteiro no pátio.


Texto 'Gosto de Gente', publicado em 02 de março de 2007 e pedido pela Minha Alma (Aluada) Em Corpo Alheio, pela Vivi e pela Bella (por e-mail). Não me recordo exatamente as circunstâncias da escrita desse texto, mas é ainda hoje exatamente o que eu penso das pessoas e de mim mesma. Não que eu não goste de sonhar, fantasiar e esperar o melhor das pessoas, mas eu gosto de gente de verdade, com defeitos e falhas, pessoas que estão longe da perfeição, mas pessoas que sabem o que é importante na vida, que valorizam essa amizade desprendida de interesses, mas cheia de lealdade. Esse texto me deu uma das maiores alegrias que já tive na Net. Ele foi postado em alguns blogs e sites de mensagens (não sei se ainda continua por lá, risos), mas foi como 'ver' um filho andar por si, independente! Felicidade! Confesso, babei feito uma boba. É algo sem igual ver palavras que sairam de mim e tomaram vida e corpo em outros remotos lugares desse vasto mundo que a Net. Nessa época ainda não postava uma música pra cada texto!

25 agosto, 2009

Só Pra Dizer!!!


Imagem - Google



Já dizia minha mãe que quando a vida fecha uma porta, Deus nos abre uma janela! Eu particularmente acho que Ele abre os portões... mas é que sou mesmo exagerada.

Usando o mesmo 'mote' aqui e no Café®, pra contar pra vocês que daqui um tempo teremos uma grata surpresa. Um Livro!!! Sim senhores!!! Um Livro!!! Ou seria mais que isso??? (tcham tcham tcham tchammmmmmmmm).

Não é idéia nova, mas precisei achar minha outra alma literária pra realizar o sonho antigo (livro feito pra cumprir trabalho de faculdade não vale, né?).

A minha outra Alma Literária e eu desenvolvemos um projeto, em cima de sonhos em conjunto e hoje ele já tem título, corpo, som, prefácio, cores e gravuras e pasmem... (quase) patrocínio. É "um livro pra ver, ler, ouvir e sentir!".

Fomos devidamente habilitadas a receber patrocínio do Banco do Nordeste (mérito da Je, que me surpreende a cada dia como mulher persistente e que não se deixa desanimar).

O que isso significa? Bem, significa que conseguimos ter um projeto melhor que outros lá apresentados e que agora só nos falta preencher os requisitos burocráticos do 'negócio'!.

Em breve sabermos o resultado final... e aí é mãos à obra!!! E que obra!!!! Aos poucos vou informando vocês do que é o projeto e de como ele está ficando (se Deus quiser!).

E, retomando o mote, eu digo...

Às vezes, as coisas nos acontecem e nos pegam desapercebidos para as punhaladas da vida e nós perguntamos: Mas por quê????

Hoje já não me questiono o porquê de certas coisas ou o 'ser' de certas pessoas. Hoje vejo que pra algumas perdas inevitavelmente dolorosas, mas que já eram esperadas ou previsiveis, ou até mesmo das imprevisíveis (que são mesmo raras... pensando no estado inerte das pessoas que são sempre as mesmas, mesmo que o tempo passe... mesmo que a história tenda a ser diferente - mas não é)... mesmo assim, sempre há algo de muito bom esperando por nós na janela aberta, como uma esperança de que a vida é bem mais que essas pequenas decepções!

Estamos felizes... mas o mais importante é que SOMOS felizes com o que somos e o que temos! E eu tenho agora mais um motivo!!!

Ah! Ia esquecendo... já contei a vocês o nome do livro? Não? Ele se chama: Ao pé da nossa janela! Porquê? Porque são nessas janelas que, por vezes, dividimos nossos conhecimentos, nossas dores, nossas alegrias, e se tivermos sorte, são também nesses janelas que abrimos os olhos pro mundo e percebemos o quanto temos de bom... de certo... de magnífico ao nosso redor... bem ao nosso redor!

Pra vocês irem se inteirando do que estamos "aprontando", criamos uma página para o Projeto (mais a Minha Alma que eu... Ela merece todo o crédito nisso... risoss) . Chama "Na Janela". Apareçam por lá!

Agora, abrir aqui minha janela... e tomar mais um Café®... sentindo essa Brisa® que vem do Mar®.


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Gal Costa -
Janelas Abertas





Sim, eu poderia fugir, meu amor
Eu poderia partir
Sem dizer pra onde vou, nem se devo voltar
Sim, eu poderia morrer de dor
Eu poderia morrer e me serenizar
Ah, eu poderia ficar sempre assim
Como uma casa sombria, uma casa vazia
Sem luz nem calor
Mas quero as janelas abrir
Para que o sol possa vir, iluminar nosso amor