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12 novembro, 2012

observação...


LOBOS EM PELES DE CORDEIROS

O que será que mais machuca... 
o ódio do teu opressor, 
ou a manipulação do teu amigo?


A obviedade é chata! A falta de novidade nas ações das pessoas é enfadonha.

Algumas singelas pessoas ainda acham que podem esconder-se atrás de lindos sorrisos e palavras doces, quando na verdade aproximam-se no intuito de preencher a própria ignorância, buscar paz para seus medos sombrios e controlar os passos de inimigos em potencial.

O velho ditado diz: "mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda". O que o ditado não diz é que o seu interlocutor pode prever seus passos e, diferente do que você acha, você é que pode estar sendo observado.

Julgamos as ações dos outros por nossas próprias ações, e erramos achando que todos são iguais a nós. O medo é de termos de volta aquilo que já fizemos e termos a certeza de que mereceremos. Daí a necessidade de manipular os resultados, de garantir o placar, de ter certeza que somos os mais espertos.

Ingênuo é achar que no seu caminho não haverá alguém mais esperto que você!

Demente é pensar que todo fim justifica qualquer meio!

Cau Alexandre

01 agosto, 2012

Da total ausência da necessidade de rótulos...




LIVRES

Cau Alexandre



...E que nós,  os livres 
(até de nós mesmos), 
digamos sempre, 
que nossa inabilidade 
em nos conhecer 
é nossa maior benção.

Assim, evitamos os rótulos, 
as placas, 
as fórmulas, 
as receitas de felicidade 
instantânea.

E, o mais importante, 
não permitimos 
que ninguém 
nos enquadre, ate, encaixe, 
capture ou encarcere.

Sem rótulos 
somos livres 
pra sermos o que quisermos, 
o tempo que for preciso.

Seremos 
até nós mesmos
Por todo o infinito!



copyright©caualexandre20112

11 julho, 2012

O Esquecimento Providencial II



O ESQUECIMENTO PROVIDENCIAL II
(Porque mentes insanas e esquecidas nunca param de florescer, infelizmente)

Cau Alexandre

Estou eu aqui às voltas com meus pensamentos e ponderações sobre como são as pessoas, como se comportam, como criam as suas máscaras e continuamente acreditam nas mentiras que inventam e repetem tanto a si mesmos essas mentiras, que acabam achando que é verdade.

Lembrei de um texto que escrevi há algum tempo no 'Café®', no qual falava sobre o "Esquecimento Providencial" que alguns seres ditos humanos tendem a ter.

E cá me encontro achando que a ingênua sou eu mesma. Pois esses seres estão aos montes soltos em todas as partes. Políticos e eleitores, Empregadores e empregados, ditos amigos e conhecidos... sempre há aquele que pra tentar justificar a sua própria ação indigna, esquece tudo que fez, para tomar o papel de vítima!

Em recente desentendimento com um senhor, da e na net, me deparei com essa que, deve ser umas das piores facetas de certos seres... a capacidade que eles tem de se autojustificar com o esquecimento de suas próprias ações e de negligenciar as consequências de seus atos. Eles fazem de tudo, dizem, sugerem, provocam e invocam qualquer coisa, menos a verdade e a lembrança dos fatos reais, tão somente para assegurarem a própria "consciência" que estão fazendo a coisa certa... A coisa certa deles e para eles.

Ora, mas se a coisa certa a fazer é mesmo a que fazem, porque será que só eles vêem assim? Um homem sábio disse uma vez que a verdade uma vez dita não volta para olhar se foi justificada.

Lembro-me de ter repetido diversas vezes os motivos que me levavam a discordar, reclamar e, algumas vezes, até a me exasperar com o dito senhor. Lembro-me de ter tentado várias vezes manter a paz, a negociação amigável, a tranquilidade na conversa e mesmo assim ter visto o dito cujo jogar todo o tempo no lixo e desfazer de tudo que até ali havia sido construído! Lembro-me de todas as tentativas de conciliação. Lembro-me de todas as vezes que mostrei e provei por 'A + B' o que aquela constante situação nos levaria. Lembro-me de todas as vezes que o tal senhor me deu razão, pediu desculpas e disse que resolveríamos o caso sem maiores problemas ou desgastes. E Lembro-me de todas as vezes que ele mesmo desfez todas as suas palavras e deu coices em toda a razão e todo o sentimento posto! Lembro-me de todas as vezes que mesmo enfadada com a situação desculpei, relevei... Esqueci.

Mas a coisa insana é ver como a deturpação dos fatos vem.

Pessoas assim ficam como serpentes, a postos, espertas, esperando o momento do bote.

Inflamam você a ira, até que você (no caso eu) explode, pois está humanamente já sem forças pra suportar a loucura de uma mente que simplesmente só vê o que quer, não mede as palavras, não sente pelo outro e só realmente se importa consigo mesmo e com seu próprio interesse (geralmente pequenas e ignóbeis posses). 

Daí em diante tudo gira em torno do deslize de quem suportou até o limite, de quem tentou, em vão, ser gentil e aguentar aquilo que não deveria ser suportado. Pronto: Prato feito aos esquecidos!

Não lembram mais de nada antes daquele fato e, pior, falam e espalham aos ventos do sul a história como bem lhe apraz. 

Daí, vem os adoradores de esquecidos (em geral também esquecidos e ignóbeis), cantando hinos de fraternidade e ajuda, quando a única coisa que sabem é o lado torto, turvo e surdo de uma mente igualmente torta, turva e insana e que nunca entendeu nem o amor a si mesmo, quanto mais ao próximo!

Digo eu no texto que "Quando a consciência nos acusa, o interesse ordinariamente nos defende" (Marquês de Maricá) e minha sábia mãe sempre me disse: Não jogue pérolas aos porcos, pois eles não darão o valor que elas têm!

Deve ser uma maldição lembrar. Num país em que vota-se em políticos comprovadamente ladrões, em ladrões que se tornaram políticos, em mentirosos confessos e toda a corja que um dia foi rival e defendeu interesses diferentes hoje sendo amigos e aliados, sim... Deve ser uma maldição lembrar. Pois ao que parece o normal é esquecer! Mentir, ludibriar, roubar, furtar, enganar e matar a verdade!

Sendo assim, assumo a minha culpa e a minha maldição de lembrar e lembrar  não só o que me beneficia, mas lembrar de tudo que mostra exatamente a feiura e a maldade das mentes esquecidas de pessoas distorcidas pelo 'direito' (que acham que tem) de ter alguma razão na vida... mesmo que essa razão seja a de pisar na verdade, de tripudiar no sentimento social, fraternal e humano e de provar que só assim seres mediocres podem ter alguma admiração alheia.

Que o esquecimento da verdade seja o tesouro dessas pessoas... Mas que jamais contem comigo para aliviar suas consciências nebulosas, quando o sol da verdade aparecer! E ele sempre aparece, porque mentira tem perna curta, até mesmo as que essas pessoas repetem a si mesmas na esperança que se tornem verdades!

E aos que leem essa ponderação não se enganem, não há raiva, não dor, não há nem o sentimento de perda naquilo que fui lesada: meu tempo, minha palavra, minha arte e minha amizade... Só há um profundo sentimento de pena e um desejo profundo que essas pessoas se libertem da única lembrança que eles não conseguem esquecer: EU!

E aviso: Já sou livre, pois não perco minha alma por tão pouca maldade, não carrego peso morto, nem pedras, nem mentiras!






copyright©caualexandre20112

27 junho, 2012

Informação...





Por Cau Alexandre



Para aqueles que não sabem ou que propositalmente fingem que esqueceram:

É a lei que regulamenta o direito autoral no Brasil. 
Apesar de, particularmente, achar uma lei que precisa de muitos ajustes e que se repense a questão do direito de criação, ainda é a lei regulametadora!

Outra fonte de grande valia para quem já tem uma visão mais moderna do direito autoral é o  Creative Common "que disponibiliza opções flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de "todos os direitos reservados" do direito autoral tradicional, eles a recriam para transformá-la em "alguns direitos reservados", que mantem o direito do autor e seus direitos conexos, mas autoriza que outros reproduzam e distribuam o seu trabalho, desde que façam a atribuição".

O importante é lembrar que a criação é arte, e arte não "pertence" ao artista, mas o artista tem direito a ter os créditos por aquilo que foi criado por ele, tendo ou não remuneração por aquilo que criou (por isso, alguns direitos reservados).

Hoje se parte do princípio que tudo que você criou e lançou ou publicou, já tem direito autoral garantido. Mas o verdadeiro princípio deveria ser a honradez, a honestidade, o brio de atribuir a quem criou o seu verdadeiro direito.

Mas em uma sociedade em que a preguiça reina (para usar as ferramentas de pesquisa e achar os verdadeiros criadores) ou a velha, porém infelizmente não caduca, filosofia da esperteza, é preciso lembrar a todos que usar não significa tomar posse e que criatividade não nasce em árvore, e ainda mais, nas palavras de Camões:

"Porém, para cantar de vosso gesto
a composição alta e milagrosa,
aqui falta saber, engenho e arte."


Na falta de Engenho (criatividade) e Arte (capacidade), não custa dar os créditos a quem teve ambos!!!

30 setembro, 2011



NOBRE PERDÃO

Cau Alexandre

A maior nobreza do perdão
Seria ser capaz de dizer:
'Perdoai, porque eles sabem bem o que fazem!'



(Inspirado no texto "Submissões: a fé" de Jeanne Chaves - leia-o 'aqui')



copyright©caualexandre2011


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11 agosto, 2009

Despedida!

DESPEDIDA!

Cau Alexandre

Hoje lhe dou asas! Aprenda a voar e veja que não precisa se prender a mim para sentir-se grande quando me olha e me acha tão pequena. Abra suas asas e vá. O Adeus é inevitavel. Você já havia se despedido quando tomou suas decisões... despediu-se sem mim!


Hoje, tiro as correntes dos rótulos e dos laços, nada mais lhe ata a mim. Já pode ir. A decisão é sua... mas você já traçou o seu caminho. Viva dele! Aproveite e aprenda a caminhar livremente. Eu sepulto as lembranças, provas de que um dia caminhamos juntamente e na terra revolvida planto rosas, lembranças mais bonitas sobre lágrimas derramadas.


Hoje me faço livre... livre de toda incerteza de como será o futuro, de como será o fim. Porque hoje eu decidi retomar o meu caminho, de quem sou, de quem sente, de quem jamais vai se calar, ou vai deixar de rir, ou deixar de amar. Porque hoje a minha paz é diferente da sua, porque na minha você está livre! E não imponho minha presença, nem minha verdade, nem minha certeza. Porque na minha eu lhe provi de asas e lhe permiti voar seja lá aonde você queira ir.


Só me perdoe se não posso ir com você... Porque hoje a minha liberdade segue a brisa quente do verão que me impele a navegar. Que seus bosques sejam eternamente floridos, como eternamente belo é o meu mar!



Hoje não há música... só um leve rufar de asas doadas...

24 novembro, 2008

Busy

I'M

VERY VERY VERY VERY VERY VERY...

VERY VERY VERY VERY VERY VERY

VERY VERY VERY VERY VERY

BUSY

ORAÇÃO DE UMA BLOGUEIRA SEM TEMPO...

"SENHOR... DAI-ME PACIÊNCIA ESSA SEMANA. PORQUE SE EU PEDIR FORÇAS EU MATO O #%$*&@)#*#!$%*# QUE INVENTOU O TRABALHO!"




Onde Achei...
Imagens: Google; Corbis
Som: Lonely Girl Midis

No Player
Mart'Nália -
Don't Worry, Be Happy

28 fevereiro, 2007

Explicação...

Adoro explicar coisas... dentro do instinto literário ainda o científico me enche os olhos. Por isso alguns me alucinam, como Freud (mesmo que haja coisa que nem Freud explique). Adoro ver significados e o brilho nos meus olhos quando aprendo e posso explicar pra alguém.
Entretando, odeio explicar a mim. Acho temeroso me definir e por isso me redefino a cada dia.
Fui ontem o que hoje já não sou e amanhã sabe Deus o que eu vou. A rotina entedia e a me aborrece.
Mas ainda há coisas que precisam de explicação. Principalmente quando as entrelinhas são tão profundas.
Sendo assim, explico-me.

Paixão.
E do nada sinto o coração bater mais forte. E sorrio quando vejo perto. Os olhos brilham, a cabeça se enche de pequenas e doces fantasias. É um doce momento. Pensar... querer... sonhar.
Mas eu já não acredito. Já não vejo meu nome nas entrelinhas e aos poucos percebo que foi a minha ilusão que me cegou os olhos. Entre tantas não era eu. Eu queria ver... mas não era.
Abri minha alma, expus a mim e meu sentimento e senti-me nua.
E agora me sinto estúpida.
Como não vi que aquela foto não era minha?
Nem que na cor dos olhos não refletia minha imagem.
Como a ilusão das palavras nos cegam. Como fui tão cega?
Talvez quando queremos que seja, vemos o que não está lá.
Entrelinhas profundas onde cada um vê o quer ver.
Não há realmente explicação a ser dada, mas confesso que chorei, tanto pela morte da minha doce ilusão quanto pelo descaso com a lágrima que caia. Tão transparente e translúcida, chorei na sua frente e ele sequer soube.
Há uma possibilidade... eu tornei-me incrédula. Deve ser essa minha inabilidade em jogar com o sentimento alheio.
No fim, não há culpados, há cegos. Os que não vêem, os que não conseguem ver e os que vêem, mas preferem não olhar.
Então perdoem as explicações. Pois quando falam em jaulas de exposição, vejo aqui minha caverna das sombras, meu mundo de idéias, meu mar de palavras.
E se me expus... dou-me ao menos o direito de fazer isso em monólogo... pois odiaria ter que me 're-explicar'.
Amanhã voltamos aos textos menos melosos, às metáforas da vida e às imagens ilustrativas. Hoje não me sinto à vontade.

por Cau Alexandre

14 fevereiro, 2007

Protesto...

Perdoem-me os que não gostam de correntes...
Aqueles que preferem ter um espaço só pra dizer coisas bonitas...
Aqueles que mesmo tristes acham que as realizações partem só da camada superior...

Perdoem-me os que entendem o valor de uma vida,
mas que jamais entenderão o valor da vida de filho para uma mãe...

Confesso que desde o dia que tomei conhecimento da barbárie que foi a morte do garoto João Hélio, no RJ, não consigo falar no assunto, não consigo ver no noticiário, não consigo nem pensar sobre. Estou, sim, diante de algo que me apavarou. Eu com um filho na mesma idade que ele e uma filha um pouco mais nova que a irmã de João Hélio, sinto-me apavorada em dizer: Quem pode nos proteger se não Deus?

Já não confio em homens, travas de segurança, alarmes, cintos, gps, gente.

Um protesto silencioso de quem sofre a dor de uma mãe.
Não neste post... mas nas lágrimas que me afloram só de pensar no fato.
Sinto muito... meu coração triste ainda tem a capacidade de se indignar e sofrer pela dor alheia.


por Cau Alexandre