26 fevereiro, 2007

Jogos...

Que os jogos comecem!!!!
E vão todos atrás de sua preciosa coroa de louros.
Mas eu não sou muito afeita a jogos. Não sei as regras da maioria.
Talvez um jogo de palavras, que me acelere os pensamentos e me faça refletir. Na maioria sou um desastre.
Não gosto de jogos coletivos, muita gente. Gente demais que corre, sua, depende dos terceiros que geralmente não se dão conta que são peças importantes. Vão de um lado para o outro, esperam o repasse, lance, o rebote, olhar, que nem sempre vem. É agonizante tanta gente junta. Ah! Salvo basquete, que a mim parece rápido, preciso, cheio de contra-ataques, decisões, lances distantes que provocam um arrepio na espinha. Lances precisos que descarregam na cestinha toda a ansiedade de se chegar até ali, tão perto. Talvez seja porque o basquete parece meu pensamento, intenso, rápido, de tempo marcado e corrido que não se deixa abater, mas que está sempre por um fio até o último segundo, esperando que o lance certeiro chegue ao alvo. É, desse jogo eu gosto. Talvez fosse ele o esporte nacional, eu me deslocaria feito louca à me perder entre as grandes maças pra poder gritar desvairadamente em cada lance, pulo ou falta. Outro jogo semelhante não me atrai.
Também não gosto de jogos solitários, em que se passa horas a fio ensimesmado consigo mesmo. Você e o jogo, solitários, pensantes permanentemente um no outro. Não. Não gosto de jogos assim, sem a participação do outro, daquele que te desafia.
Esse jogo eu sei, eu gosto, me estimula. Um jogo a dois somente. Mesmo sem ser ‘expert’, são jogos que me atraem. Estratégias singulares pensadas cuidadosamente para seu deleite no rosto do outro. O olhar desafiador de quem espera seu lance para comprovar que a tal ‘armadilha’ foi eficaz, ou para no desassossego do outro perceber que desmontou toda o seu planejamento mental. Que deliciosa sensação a de perceber que você tocou o seu ‘adversário’ de alguma forma, que é em você que ele pensa neste momento, em como desvencilhar-se dos seus pensamentos, ou ainda, em como se tornar mais preso a você. Um deslize, sem intenção ou totalmente intencional que o levarão ao ‘grã finale’. Xeque-mate... venci... bummmmmm... afundei o seu ‘destróier’. Que sensação!
E assim me vejo no meio desta multidão de jogadores e fito esses profundos olhos que me encaram tristemente, e neles percebo toda a intensidade deste azul inquietante. Embora seja tudo o de mais emocionante neste linha de chegada, o troféu tão avidamente buscado pelos jogadores desta partida, tão mais aptos e preparados, este não é um jogo ao qual eu esteja pronta a participar. Não sou afeita a jogos com tantos participantes. Perco por W.O. Há gente demais... que chamem os leões. Xeque-mate.


por Cau Alexandre



4 comentários:

  1. Mas o que é a vida senão um grande jogo, Cau.
    Somos peças em um imenso tabuleiro, alguns peões, outros cavalos, outros torres e outros reis e rainhas.
    O importante aqui é saber perder e ,talvez mais importante ainda, seja saber vencer.
    Acha não?

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  2. O grande jogo da vida. Concordo com o Marcelo, a diferença entre os jogadores está nos que sabem perder, ou vencer sem subjugar ou denegrir o que perdeu.
    Há que se aprender.. a desprender-se.. tem uma frase asim lá no meu "Concosô", lembra?

    Beijos minha chocolatinha querida

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  3. Minha querida!

    Jogos, estratégias, ganhar, perder, recuar, afente, errar, acertar...enfim o q importa é q estejamos sempre dispostos a jogar o jogo da vida, pq de alguma forma esta é a chama, a motivação. Cd peça do jogo tem sua função, q possamos aprender a nos deslocar qdo necessário. Ora às vzs solitariante..ora em conjunto.
    E pra q esperar? que venham as apostas....rsss

    Beijo amada!!!!

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  4. É, alguns jogos tornam-se íntimos demais...

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